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Dia #3: Confronto entre espaço público e a identidade individual em programa de curtas

Hoje passa pela primeira vez, na mala voadora, às 19h30, programa de curtas-metragens Anything Can Happen in the Woods, que procura diferentes abordagens na relação entre a criação de uma identidade, individual ou coletiva, e a sua afirmação no espaço público. Aqui serão exibidas seis curtas-metragens.

Em Requiem Pour Mon Père, de Quentin Perez, é no espaço da floresta que um filho encontra o lugar para uma revelação monologada do pai.

Ton Poids Sur Ma Nuque, de Frédéric Labonde, realizador que estará presente no festival para apresentar o seu filme, juntamente com o produtor Frédéric Bonnet, abre lugar à exposição pública da privacidade dos apartamentos.

Haldernablou – Triptyque, de Tom de Pékin, também com presença confirmada no Porto, encena uma coreografia-limite habitada por figuras-tipo, que encontram num parque urbano o local de desmistificação de todos os seus medos, dando azo às suas pulsões.

Em The Night o realizador Lior Shamriz imagina um jogo de sedução onde, nas dunas, num golpe onírico, somos mergulhados num universo fetichista.

SANDY: The Long Dark Tearoom of the Soul, de David Churchill e Frank Livingston, mostra-nos um velho (fantoche) que atravessa túneis, corredores, estantes de biblioteca e casas de banho públicas à procura de um ilícito momento de possibilidade erótica.

Drone Boning, de Ghost + Cow, é considerado pela imprensa como o primeiro filme pornográfico aéreo do mundo.