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"Diamantino" e "Bixa Travesty" abrem e fecham o Queer Lisboa 22

O Queer Lisboa inaugura a sua 22.ª edição com a estreia lisboeta de Diamantino (2018), de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, vencedor do Grande Prémio da 57.ª Semana da Crítica da última edição do Festival de Cannes.

Uma abordagem delirantemente queer e metafísica ao estado do mundo, onde Carloto Cotta interpreta Diamantino, uma estrela mundial do futebol em plena crise existencial, e à mercê das suas manipuladoras e mercenárias irmãs, numa cruzada onde se confronta com expressões neofascistas, a crise dos refugiados na Europa, a modificação genética e a busca da fonte da genialidade. Uma produção da Maria & Mayer (Lisboa), da Syndrome Filmes (Rio de Janeiro) e da Films du Bélier (Paris), é com enorme orgulho que o Queer Lisboa volta a apresentar uma ficção nacional como filme de abertura do evento.

O encerramento do festival é feito com o documentário Bixa Travesty (2018), realizado por Claudia Priscilla e Kiko Goifman e vencedor do prémio de Melhor Documentário do Teddy Award da Berlinale – Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde teve a sua estreia mundial, em fevereiro último.

Neste mais recente trabalho da dupla de realizadores brasileiros cujo trabalho o Queer Lisboa tem programado desde as suas primeiras obras, a dupla propõe-nos um imaginativo e desafiante documentário, dominado pela presença no ecrã da eletrizante Linn da Quebrada. Autodenominada “bixa travesty” e artista multimédia, oriunda da periferia de São Paulo, Linn ganhou notoriedade nos palcos com a canção “Enviadescer”, em 2016, sendo desde então uma pertinente e ativista voz pela defesa dos direitos das minorias queer.

FILME DE ABERTURA

Diamantino, Gabriel Abrantes, Daniel Schmidt (Portugal, França, Brasil, 2018, 92’)

FILME DE ENCERRAMENTO

Bixa Travesty, Claudia Priscilla, Kiko Goifman (Brasil, 2018, 75’)