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Dias 1, 2 & 3: Arranque da Competição Oficial e do Queer Focus

Tem início esta terça-feira, dia 13 de outubro, a 6ª edição do Queer Porto que tem como Filme de Abertura Si C’Était de L’Amour, do realizador austríaco Patric Chiha, a exibir às 22:00 no Pequeno Auditório do Teatro Rivoli. Com estreia mundial na passada edição da Berlinale, onde recebeu o Prémio Teddy para melhor documentário, o filme acompanha quinze jovens bailarinxs de diferentes origens que se encontram em digressão com Crowd, um espetáculo de dança coreografado por Gisèle Vienne, onde se explora a cena rave dos anos noventa. Uma obra comovente onde se observam as relações íntimas que se vão desenvolvendo entre xs performers e o impacto que estas têm na própria peça ao longo da digressão.
O primeiro dia do festival arranca, no entanto, às 16:00 com a Competição Oficial que se inicia com o documentário Dopamina, de Natalia Imery Almario, que examina de forma terna mas acutilante as contradições na sua própria família, centrando-se nos seus pais, ativistas de esquerda que na Colômbia dos anos 70 e 80 lutaram pela liberdade e igualdade, mas que não aceitaram o facto de Natalia ser lésbica quando há 10 anos atrás ela o revelou.
Integrado na mesma competição e no mesmo dia mas às 19:00, exibimos A Perfectly Normal Family, de Malou Reymann, que passou este ano pelo Festival Internacional de Cinema de Roterdão, e onde começamos por assistir ao quotidiano da família de Emma, uma família “normal” que encontramos momentos antes de o seu pai, Thomas, revelar que é afinal Agnete, assumindo ser uma mulher transgénero. 
O dia 14 abre com a Competição In My Shorts, às 16:00, onde são apresentados filmes de escolas portuguesas de cinema e arte. Da Escola Superior de Teatro e Cinema chega o silencioso e minimal À Tarde, sob o Sol, de Gonçalo Pina, enquanto do Kino-Doc recebemos o esfuziante Caravagyo, de Ana Manana e Joana Lourenço. A Escola Artística de Soares dos Reis estará representada com três obras: a jornada surrealista de autoconhecimento A Dança do Narciso Inseguro, de Ana Matos; o documentário onde se partilham memórias De A a D, de Maria João Paiva; e Somewhere in Outer Space this Might Be Happening Somehow, a curta experimental, imbuída do underground dos anos 60 e 70, de Paulo Malafaya. Também explorando territórios semelhantes ao filme de Malafaya (mas em tom muito diverso), temos por último, da Ar.Co, Test Room, de Pedro Antunes. As realizadoras Ana Manana, Joana Lourenço, Ana Matos e Maria João Paiva estarão presentes na sessão para apresentar os seus filmes.
Regressamos depois à Competição Oficial com Deux, de Filippo Maneghetti, às 19:00 e, às 22:00, L’Acrobate, de Rodrigue Jean. O primeiro põe o foco no amor entre duas mulheres idosas que há décadas vivem o seu idílio amoroso sem que ninguém suspeite da sua relação, até que a filha de uma delas descobre a relação e lhes vem perturbar a paz, enquanto em L’Acrobate, viajamos ao invernoso centro de Montreal onde Christophe inicia uma intensa relação com um acrobata russo, explorando o seu desejo sem restrições enquanto tenta consolar a sua solidão. 
Antes, às 18:00, na “Casa Comum” da Reitoria da Universidade do Porto, tempo para Queer Focus com a apresentação do primeiro programa desta secção, que tem nesta edição o cruising como mote. Nesta sessão são apresentados Bodies without Bodies in Outer Space (2019), de Rafał Morusiewicz, e Afterimages (2018) e Kisieland (2012) ambos de Karol Radziszewski. O realizador, ativista e editor polaco Karol Radziszewski estará presente no Porto para uma conversa após a sessão.
No terceiro dia do Queer Porto 6, quinta-feira dia 15, apresentamos a segunda sessão Queer Focus, a ter lugar na mesma sala e mesmo horário da primeira sessão. Este segundo programa traz-nos Et in Arcadia Ego (2018), de Sam Ashby, e Tearoom (1962-2007), de William E. Jones. O realizador, editor e designer Sam Ashby estará presente no Porto para apresentar o seu filme.
O dia 15 começa no entanto às 16:00 com a segunda passagem de Dopamina, de Natalia Imery Almario, e continua com mais dois filmes da Competição Oficial. Às 19:00 apresentamos Hombres de Piel Dura, de José Celestino Campusano, onde acompanhamos Ariel, um rapaz que na puberdade foi abusado por um padre católico e que tenta agora tomar decisões que terminem esse ciclo da sua vida, e às 22:00 Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, onde seguimos um grupo de artistas LGBTQI+ que, tomando as ruas de São Paulo como palco da sua luta, desconstrói com humor todos os conceitos pré-estabelecidos sobre identidades, numa polifonia entre ficção e realidade.

Tem início esta terça-feira, dia 13 de outubro, a 6ª edição do Queer Porto que tem como Filme de Abertura Si C’Était de L’Amour, do realizador austríaco Patric Chiha, a exibir às 22:00 no Pequeno Auditório do Teatro Rivoli. Com estreia mundial na passada edição da Berlinale, onde recebeu o Prémio Teddy para melhor documentário, o filme acompanha quinze jovens bailarinxs de diferentes origens que se encontram em digressão com Crowd, um espetáculo de dança coreografado por Gisèle Vienne, onde se explora a cena rave dos anos noventa. Uma obra comovente onde se observam as relações íntimas que se vão desenvolvendo entre xs performers e o impacto que estas têm na própria peça ao longo da digressão.

O primeiro dia do festival arranca, no entanto, às 16:00 com a Competição Oficial que se inicia com o documentário Dopamina, de Natalia Imery Almario. O filme examina de forma terna mas acutilante as contradições na própria família da realizadora, centrando-se nos seus pais, ativistas de esquerda que na Colômbia dos anos 70 e 80 lutaram pela liberdade e igualdade, mas que não aceitaram o facto de Natalia ser lésbica quando há 10 anos atrás ela o revelou.

Integrado na mesma competição e no mesmo dia mas às 19:00, exibimos A Perfectly Normal Family, de Malou Reymann, que passou este ano pelo Festival Internacional de Cinema de Roterdão, e onde começamos por assistir ao quotidiano da família de Emma, uma família “normal” que encontramos momentos antes de o seu pai, Thomas, revelar que é afinal Agnete, assumindo ser uma mulher transgénero. 

O dia 14 abre com a Competição In My Shorts, às 16:00, onde são apresentados filmes de escolas portuguesas de cinema e arte. Da Escola Superior de Teatro e Cinema chega o silencioso e minimal À Tarde, sob o Sol, de Gonçalo Pina, enquanto do Kino-Doc recebemos o esfuziante Caravagyo, de Ana Manana e Joana Lourenço. A Escola Artística de Soares dos Reis estará representada com três obras: a jornada surrealista de autoconhecimento A Dança do Narciso Inseguro, de Ana Matos; o documentário onde se partilham memórias De A a D, de Maria João Paiva; e Somewhere in Outer Space this Might Be Happening Somehow, curta experimental, imbuída do underground dos anos 60 e 70, de Paulo Malafaya. Também explorando territórios semelhantes ao filme de Malafaya (mas em tom muito diverso), temos por último, da Ar.Co, Test Room, de Pedro Antunes. As realizadoras Ana Manana, Joana Lourenço, Ana Matos e Maria João Paiva, e Gonçalo Pina, estarão presentes na sessão para apresentar os seus filmes.

Regressamos depois à Competição Oficial com Deux, de Filippo Meneghetti, às 19:00 e, às 22:00, L’Acrobate, de Rodrigue Jean. O primeiro põe o foco no amor entre duas mulheres idosas que há décadas vivem o seu idílio amoroso sem que ninguém suspeite da sua relação, até que a filha de uma delas descobre a relação e lhes vem perturbar a paz; enquanto em L’Acrobate viajamos ao invernoso centro de Montreal onde Christophe inicia uma intensa relação com um acrobata russo, explorando o seu desejo sem restrições enquanto tenta consolar a sua solidão. 

Antes, às 18:00, na “Casa Comum” da Reitoria da Universidade do Porto, tempo para o Queer Focus com a apresentação do primeiro programa desta secção, que tem nesta edição o cruising como mote. Nesta sessão são apresentados Bodies without Bodies in Outer Space (2019), de Rafał Morusiewicz, e Afterimages (2018) e Kisieland (2012) ambos de Karol Radziszewski. O realizador, ativista e editor polaco Karol Radziszewski estará presente na Reitoria para uma conversa após a sessão.

No terceiro dia do Queer Porto 6, quinta-feira dia 15, apresentamos a segunda sessão Queer Focus, a ter lugar na mesma sala e mesmo horário da primeira sessão. Este segundo programa traz-nos Et in Arcadia Ego (2018), de Sam Ashby, e Tearoom (1962-2007), de William E. Jones

O dia 15 começa no entanto às 16:00 com a segunda passagem de Dopamina, e continua com mais dois filmes da Competição Oficial. Às 19:00 apresentamos Hombres de Piel Dura, de José Celestino Campusano, onde acompanhamos Ariel, um rapaz que na puberdade foi abusado por um padre católico e que tenta agora tomar decisões que terminem esse ciclo da sua vida; e às 22:00, Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, onde seguimos um grupo de artistas LGBTQI+ que, tomando as ruas de São Paulo como palco da sua luta, desconstrói com humor todos os conceitos pré-estabelecidos sobre identidades, numa polifonia entre ficção e realidade.