Artigo de Blogue

Todos os Artigos

Dias 1 e 2 do Queer Porto 4: "Bixa Travesty" e "1985" em destaque

O Queer Porto 4 arranca esta quarta-feira, dia 10 de outubro, e tem como Filme de Abertura, às 21h30, no Pequeno Auditório, do Teatro Rivoli, o documentário Bixa Travesty, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman, vencedor do prémio de Melhor Documentário do Teddy Award da Berlinale, um imaginativo e desafiante filme, dominado pela presença no ecrã da eletrizante Linn da Quebrada. Autodenominada “bixa travesty” e artista multimédia, oriunda da periferia de São Paulo, Linn ganhou notoriedade nos palcos com a canção “Enviadescer”, em 2016, sendo desde então uma pertinente e ativista voz pela defesa dos direitos das minorias queer, no Brasil.

A Competição Oficial tem início às 15h, com a projecção de L’Animale, de Katharina Mückstein, sobre uma intrincada teia de segredos no seio de uma família austríaca, e Les Garçons Sauvages, de Bertrand Mandico, uma fábula selvagem que remete para universos tão díspares como os de Kenneth Anger ou Júlio Verne, é exibido às 19h.

O primeiro de três documentários sobre moda que serão apresentados este ano tem passagem marcada para as 17h, com o filme Kevyn Aucoin - Beauty & the Beast in Me, de Lori Kaye, um impressionante retrato do maquilhador Kevyn Aucoin, já falecido, feito com base nos seus próprios registos vídeo caseiros, que capturam a sua vida pessoal e profissional.

O primeiro dia do Queer Porto 4 terminará com a festa Queer rendez-vous no Maus Hábitos. Um ambiente descontraído proporcionado pelo DJ Rodrigo Affreixo para relaxar depois do primeiro programa de filmes e recarregar energias para o que se seguirá nos próximos dias. A partir das 23h30, com entrada livre.

O segundo dia do Festival, 11 de Outubro, tem início pelas 15h com a Competição "In My Shorts" de filmes de escola portugueses, onde participam alunos da Escola Superior de Artes e Design de Leiria, da Escola Artística de Soares dos Reis e da Escola Superior de Teatro e Cinema. São cinco os filmes em competição: Púrpura, de Pedro Antunes, Onde o Verão Vai (Episódios da Juventude), de David Pinheiro Vicente, Brthr, de Inma Veiga, Viciada no Amor, de Inês Sambas, e Camel Toe, de Alexandra Barbosa.

Já da Competição Oficial, são projetados mais dois filmes: às 15h, Call Her Ganda, de PJ Raval, um exaustivo documentário sobre o assassinato de uma trans nas Filipinas às mãos de um militar dos EUA e que levanta questões de transfobia e sobre a lei imperial norte-americana neste país; e às 22h, 1985, de Yen Tan, filme estreado no passado mês de março no Festival de Cinema SXSW, que nos propõe uma incursão metafísica, belissimamente rodada a preto e branco, aos primeiros anos da epidemia do VIH/sida.

Programadores convidados da presente edição, Paulo Aureliano da Mata e Tales Frey apresentam o programa “As Pinturas Fílmicas de Carolee Schneemann”, uma oportunidade única de ficar a conhecer a fundo uma das mais importantes performers norte-americanas. A par do documentário Breaking the Frame, são exibidos dois filmes realizados pela performer: Interior Scroll - The Cave, 1975-1995 e Vulva’s School. A sessão tem início às 19h, no Pequeno Auditório, do Teatro Rivoli.

O segundo dia do festival termina com a sessão única do Queer Pop, às 23h30, nos Maus Hábitos, este ano dedicada aos The Knife / Fever Ray.