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Dias 4, 5 & 6: Queer Focus e Lionel Soukaz marcam o início da semana

A começar a semana do Queer Lisboa 24, destacamos a primeira sessão da secção Queer Focus que se inicia com Cruising (18:00, sala 2 do Cinema São Jorge) um dos seis temas centrais desta edição do festival. Neste programa apresentamos as curtas-metragens polacas Afterimages, de Karol Radziszewski, e Bodies without Bodies in Outer Space, de Rafał Morusiewicz; Fuck Tree, de Liz Rosenfeld; GUO4, de Peter Strickland, realizador dos aclamados The Duke of Burgundy e In Fabric; e finalmente Sodom, filme experimental de culto do recém falecido Luther Price. Na mesma secção, na terça-feira 22 de setembro, tempo para (W/Hole), de Mahx Capacity, integrado no programa Play, e na quarta-feira a longa-metragem Mr. Leather (2019), de Daniel Nolasco, que constitui o programa Skin e lança um olhar sobre a comunidade gay fetiche de São Paulo no contexto da disputa pelo título de Mr. Leather Brasil. Cada um destes programas, sempre no mesmo horário e na sala 2, inclui, para além dos filmes mencionados, momentos de conversa, debate ou performance: uma conversa gravada com Karol Radziszewski na segunda-feira, uma performance online de Nadia Granados no programa Play e no programa Skin, a performance ao vivo Blondi, de David Loira.
A Competição Queer Art, continua também na segunda-feira com Comets, de Tamar Shavgulidze (19:00, sala Manoel de Oliveira) onde, no contido universo de uma casa de campo na Geórgia, o aparecimento de uma figura do passado vem trazer memórias de uma relação de juventude entre duas mulheres e, às 21:30 na sala 3, Padrone Dove Sei, de Michele Schirinzi, que tem a sua segunda passagem na terça-feira às 15:30 e se foca no tema da masturbação, convidando-nos a um mergulho hipnótico numa sublime beleza estética e paisagem sonora.
Prosseguem também as sessões de Competição de Curtas-Metragens, onde receberemos na segunda-feira, bem como nos dois dias seguintes, filmes vindos de todas as partes do mundo, nomeadamente da Índia, Geórgia, Canadá e Brasil, entre ficções, documentários, animações e curtas-metragens experimentais.
Também a Competição de Longas-Metragens marca presença em força nesta primeira metade da semana, com El Príncipe, de Sebastián Muñoz (dia 21, 22:00, sala Manoel de Oliveira), Neubau, de Johannes Maria Schmit (dia 22, 22:00, sala Manoel de Oliveira), e Make Up, de Claire Oakley (dia 23, 22:00, sala Manoel de Oliveira). O filme de Muñoz transporta-nos ao Chile dos anos 70 onde encontramos Jaime que, depois de sem razão aparente assassinar um amigo e ser enviado para a prisão, encontra proteção e afeto na relação com El Potro, um prisioneiro mais velho, enquanto em Neubau viajamos à Alemanha para além dos grandes centros urbanos e ao encontro de Markus, um jovem homem transgénero que cuida das suas avós, enquanto anseia pela mudança para a grande cidade. Por fim, em Make Up somos conduzidos a um prosaico parque de roulottes na Cornualha onde, na época baixa, Ruth chega para visitar o seu namorado e conhece a enigmática Jade. Tucké Royale, ator e argumentista de Neubau, estará na sessão de terça-feira para apresentar o seu filme. 
A Competição de Documentários continua também na segunda-feira com a segunda passagem de The Art of Fallism, de Aslaug Aarsæther e Gunnbjørg Gunnarsdóttir (15:30, sala 3) e na terça-feira com Vil, Má, de Gustavo Vinagre (21:30, sala 3) que repete na mesma sala, na quarta-feira, às 15:30, e traz para a ribalta a rainha da literatura sadomasoquista brasileira Wilma Azevedo que, sem medo ou pudor, conta a história da sua vida, recordando os detalhes mais deliciosos recheados de erotismo. Na quarta-feira, às 21:30 e também na sala 3, apresentamos Toutes les Vies de Kojin, de Diako Yazdani, uma viagem pelas contradições do povo curdo face às questões da sua comunidade LBGTQI+.

A começar a semana do Queer Lisboa 24, destacamos a primeira sessão da secção Queer Focus que se inicia com Cruising (18:00, sala 2 do Cinema São Jorge) um dos seis temas centrais desta edição do festival. Neste programa apresentamos as curtas-metragens polacas Afterimages, de Karol Radziszewski, e Bodies without Bodies in Outer Space, de Rafał Morusiewicz; Fuck Tree, de Liz Rosenfeld; GUO4, de Peter Strickland, realizador dos aclamados The Duke of Burgundy e In Fabric; e finalmente Sodom, filme experimental de culto do recém falecido Luther Price. Na mesma secção, na terça-feira 22 de setembro, tempo para (W/Hole), de Mahx Capacity, integrado no programa Play, e na quarta-feira a longa-metragem Mr. Leather (2019), de Daniel Nolasco, que constitui o programa Skin e lança um olhar sobre a comunidade gay fetiche de São Paulo no contexto da disputa pelo título de Mr. Leather Brasil. Cada um destes programas, sempre no mesmo horário e na sala 2, inclui, para além dos filmes mencionados, momentos de conversa, debate ou performance: uma conversa gravada com Karol Radziszewski na segunda-feira, uma performance online de Nadia Granados no programa Play, e, no programa Skin, a performance ao vivo Blondi, de David Loira.

Outro dos principais destaques, na terça-feira dia 22, é a exibição da lendária, mas pouco vista docu-ficção sobre o ativismo francês Race d'Ep!, de Lionel Soukaz e Guy Hocquenghem, às 21:30 na Cinemateca Portuguesa. Esta sessão acontece em diálogo com a nova exposição dos artistas portugueses João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira, patente de 23 de setembro a 23 de outubro na Stolen Books em Lisboa. 

A Competição Queer Art, continua também na segunda-feira com Comets, de Tamar Shavgulidze (19:00, sala Manoel de Oliveira) onde, no contido universo de uma casa de campo na Geórgia, o aparecimento de uma figura do passado vem trazer memórias de uma relação de juventude entre duas mulheres e, às 21:30 na sala 3, Padrone Dove Sei, de Carlo Michele Schirinzi, que tem a sua segunda passagem na terça-feira às 15:30 e se foca no tema da masturbação, convidando-nos a um mergulho hipnótico numa sublime beleza estética e paisagem sonora.

Prosseguem também as sessões de Competição de Curtas-Metragens, onde receberemos na segunda-feira, bem como nos dois dias seguintes, filmes vindos de todas as partes do mundo, nomeadamente da Índia, Geórgia, Canadá e Brasil, entre ficções, documentários, animações e curtas-metragens experimentais.

Também a Competição de Longas-Metragens marca presença em força nesta primeira metade da semana, com El Príncipe, de Sebastián Muñoz (dia 21, 22:00, sala Manoel de Oliveira), Neubau, de Johannes Maria Schmit (dia 22, 22:00, sala Manoel de Oliveira), e Make Up, de Claire Oakley (dia 23, 22:00, sala Manoel de Oliveira). O filme de Muñoz transporta-nos ao Chile dos anos 70 onde encontramos Jaime que, depois de sem razão aparente assassinar um amigo e ser enviado para a prisão, encontra proteção e afeto na relação com El Potro, um prisioneiro mais velho, enquanto em Neubau viajamos à Alemanha para além dos grandes centros urbanos e ao encontro de Markus, um jovem homem transgénero que cuida das suas avós, enquanto anseia pela mudança para a grande cidade. Por fim, em Make Up somos conduzidos a um prosaico parque de roulottes na Cornualha onde, na época baixa, Ruth chega para visitar o seu namorado e conhece a enigmática Jade. Tucké Royale, ator e argumentista de Neubau, estará na sessão de terça-feira para apresentar o seu filme. 

A Competição de Documentários continua também na segunda-feira com a segunda passagem de The Art of Fallism, de Aslaug Aarsæther e Gunnbjørg Gunnarsdóttir (15:30, sala 3) e na terça-feira com Vil, Má, de Gustavo Vinagre (21:30, sala 3) que repete na mesma sala, na quarta-feira, às 15:30, e traz para a ribalta a rainha da literatura sadomasoquista brasileira Wilma Azevedo que, sem medo ou pudor, conta a história da sua vida, recordando os detalhes mais deliciosos recheados de erotismo. Na quarta-feira, às 21:30 e também na sala 3, apresentamos Toutes les Vies de Kojin, de Diako Yazdani, uma viagem pelas contradições do povo curdo face às questões da sua comunidade LBGTQI+.