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Dias 4 & 5: Tsai Ming-liang e Sam Ashby marcam os últimos dias do Festival

Os dois dias finais do Queer Porto 6 trazem-nos ainda uma variedade de filmes, bem como algumas atividades paralelas.
A sexta-feira, dia 16, abre às 16:00 no Pequeno Auditório com Rescue the Fire, de Jasco Viefhues, onde recordamos Jürgen Baldiga, um fotógrafo e artista que na década de 1990 batalha contra o VIH enquanto à sua volta tudo o que conhece e ama se vai extinguindo e desaparecendo, seguindo-se, às 19:00, Always Amber, de Lia Hietala e Hannah Reinikainen Bergenman. O filme segue Amber, de 17 anos, e x melhor amigx Sebastian, que se recusam a que a sociedade lhes ponha uma etiqueta de género, vivendo num mundo aberto e carinhoso onde tudo parece possível até ao momento em que Amber se apaixona por Charlie e o seu utópico mundo é abalado. Ambos os filmes fazem parte da Competição Oficial e serão os últimos desta competição a ser apresentados, havendo apenas no dia seguinte, sábado dia 17, a oportunidade para rever A Perfectly Normal Family, de Malou Reyman, já apresentado no primeiro dia do festival.
Ainda na sexta-feira, às 22:00, acontece a Sessão Especial desta edição com o hipnótico e melancólico Days, a mais recente obra do reconhecido realizador taiwanês Tsai Ming-liang. O filme apresenta-nos Kang, interpretado pelo habitual colaborador do cineasta, Lee Kang-sheng, que se entrega a uma vida de deambulação, enquanto tenta lidar com a dor da doença e do tratamento a que se submete. Quando Kang conhece Nom, os dois vão encontrar um no outro o consolo de que precisavam, antes de voltarem a separar-se. 
Antes, no mesmo dia, na “Casa Comum” da Reitoria da Universidade do Porto, acontece a terceira e última sessão do Queer Focus, programada pelo artista, designer gráfico e editor britânico Sam Ashby, que escolheu trazer-nos Museum, de Arnoud Holleman, uma coreografia de olhares entre pessoas que se entregam ao cruising num museu fictício; Umbrales, de Marie Louise Alemann, filme de 1980 rodado em Paris e Buenos Aires durante a última ditadura da Argentina, e que oferece um raro olhar sobre a experiência queer num regime repressivo; Underground, do padrinho do cinema porno gay Peter de Rome, onde uma viagem no metro de Nova Iorque acaba num inusitado encontro sexual; e liz/james/stillholes, de Liz Rosenfeld, uma exploração de glory holes de cruising, feminismo e frustração queer no geral. Sam Ashby e Liz Rosenfeld estarão em direto por video-chamada, e não ao vivo como antes fora anunciado, para uma conversa que se seguirá a esta sessão.
Por último, no mesmo dia, inaugura o evento PROMETEU, pelo Colectivo PROMETEU, que se distribui por três espaços diferentes na cidade do Porto: Espiga, INSTITUTO e Bardo Creative Ground. O Colectivo PROMETEU tem como missão promover um encontro anual entre a comunidade e criativos de diferentes áreas de expressão artística, para se conhecerem e expressarem à volta de um tema, que nesta edição será "a importância de acreditar no desconhecido". …O evento continua no sábado com a 
Também no sábado, haverá oportunidade para rever o Filme de Abertura do festival, Si C’Était de L’Amour, de Patric Chiha, às 19:00, que antecede a Sessão de Encerramento, onde serão anunciados o prémio de Melhor Filme e o prémio In My Shorts, seguidos da exibição do Filme de Encerramento, Le Milieu de L’Horizon, de Delphine Lehericey, uma estória situada durante o verão seco de 1976, na Suíça rural, em que assistimos, através do olhar de Gus, uma criança à beira da adolescência, ao desmoronar da uma família tradicional que vive do que produz na sua pequena quinta. A cisão acontece quando a sua mãe (interpretada pela atriz Laetitia Casta) se apaixona por uma nova amiga, a feminista Cécile, questionando assim o papel que vinha desempenhando na família até então. O filme teve estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián em 2019, onde ganhou o Prémio Greenpeace.

Os dois dias finais do Queer Porto 6 trazem-nos ainda uma variedade de filmes, bem como algumas atividades paralelas.

A sexta-feira, dia 16, abre às 16:00 no Pequeno Auditório com Rescue the Fire, de Jasco Viefhues, onde recordamos Jürgen Baldiga, um fotógrafo e artista que na década de 1990 batalha contra o VIH enquanto à sua volta tudo o que conhece e ama se vai extinguindo e desaparecendo; seguindo-se, às 19:00, Always Amber, de Lia Hietala e Hannah Reinikainen Bergenman. O filme acompanha Amber, de 17 anos, e x melhor amigx Sebastian, que se recusam a que a sociedade lhes ponha uma etiqueta de género, vivendo num mundo aberto e carinhoso onde tudo parece possível até ao momento em que Amber se apaixona por Charlie e o seu utópico mundo é abalado. Ambos os filmes fazem parte da Competição Oficial e serão os últimos desta competição a ser apresentados, havendo apenas no dia seguinte, sábado dia 17, a oportunidade para rever A Perfectly Normal Family, de Malou Reymann, já apresentado no primeiro dia do festival.

Ainda na sexta-feira, às 22:00, acontece a Sessão Especial desta edição com o hipnótico e melancólico Days, a mais recente obra do reconhecido realizador taiwanês Tsai Ming-liang. O filme apresenta-nos Kang, interpretado pelo habitual colaborador do cineasta, Lee Kang-sheng, que se entrega a uma vida de deambulação, enquanto tenta lidar com a dor da doença e do tratamento a que se submete. Quando Kang conhece Nom, os dois vão encontrar um no outro o consolo de que precisavam, antes de voltarem a separar-se. 

Antes, no mesmo dia, na “Casa Comum” da Reitoria da Universidade do Porto, acontece a terceira e última sessão do Queer Focus, programada pelo artista, designer gráfico e editor britânico Sam Ashby, que escolheu trazer-nos Museum, de Arnoud Holleman, uma coreografia de olhares entre pessoas que se entregam ao cruising num museu fictício; Umbrales, de Marie Louise Alemann, filme de 1980 rodado em Paris e Buenos Aires durante a última ditadura da Argentina, e que oferece um raro olhar sobre a experiência queer num regime repressivo; Underground, do padrinho do cinema porno gay Peter de Rome, onde uma viagem no metro de Nova Iorque acaba num inusitado encontro sexual; e liz/james/stillholes, de Liz Rosenfeld, uma exploração de glory holes, feminismo e frustração queer no geral. Sam Ashby e Liz Rosenfeld estarão em direto por video-chamada, e não ao vivo como antes fora anunciado, para uma conversa que se seguirá a esta sessão.

Por último, no mesmo dia, inaugura o evento Prometeu, pelo Colectivo Prometeu, que se distribui por três espaços diferentes na cidade do Porto: Espiga, Instituto e Bardo Creative Ground. O Colectivo Prometeu tem como missão promover um encontro anual entre a comunidade e criativos de diferentes áreas de expressão artística, para se conhecerem e expressarem à volta de um tema, que nesta edição será "a importância de acreditar no desconhecido". O programa do evento, que inclui exposições, performances e concertos, entre outras atividades continua também no sábado nos mesmos espaços.  

Também no sábado, haverá oportunidade para rever o Filme de Abertura do festival, Si C’Était de L’Amour, de Patric Chiha, às 19:00, que antecede a Sessão de Encerramento, onde serão anunciados o prémio de Melhor Filme e o prémio In My Shorts, seguidos da exibição do Filme de Encerramento, Le Milieu de L’Horizon, de Delphine Lehericey, uma estória situada durante o verão seco de 1976, na Suíça rural, em que assistimos, através do olhar de Gus, uma criança à beira da adolescência, ao desmoronar da uma família tradicional que vive do que produz na sua pequena quinta. A cisão acontece quando a sua mãe (interpretada pela atriz Laetitia Casta) se apaixona por uma nova amiga, a feminista Cécile, questionando assim o papel que vinha desempenhando na família até então. O filme teve estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián em 2019, onde ganhou o Prémio Greenpeace.