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Palmarés do Queer Lisboa 23

Palmarés do Queer Lisboa 23
Lisboa, Sábado, 28 de setembro de 2019 - Teve lugar esta noite, às 21h00, a Sessão de Encerramento do Festival de Cinema Queer Lisboa 23, na Sala Manoel de Oliveira do Cinema São Jorge, onde foram anunciados os prémios da Competição de Longas-Metragens, Competição de Documentários, Competição de Curtas-Metragens, Competição In My Shorts - que distingue o Melhor Filme de Escola Europeia -, Competição Queer Art, bem como as escolhas do público.
Palmarés
Competição de Longas-Metragens
Melhor Filme: Sócrates, de Alexandre Moratto (Brasil, 2018)
 
Menção Especial: Greta, de Armando Praça (Brasil, 2019)
Competição de Documentários
Melhor Filme: Una Banda de Chicas, de Marilina Giménez (Argentina, 2018)
 
Menção Especial: Ni d’Ève, ni d’Adam. Une Histoire Intersexe, de Floriane Devigne (França, Suíça, 2018)
Competição de Curtas-Metragens
Melhor Filme : Parsi, de Eduardo Williams e Mariano Blatt (Argentina, Suíça, 2018)
 
Menção Especial: Ant-Man, de Viet Vu (Vietname, 2018)
Competição In My Shorts
Melhor Filme (ex aequo): Constanza, de Melisa Liebenthal (França, Argentina, 2018) e Dante vs Mohammed Ali de Marc Wagenaar (Holanda, Bélgica, 2018) 
Competição Queer Art
Melhor Filme: Normal, de Adele Tulli (Itália, Suécia 2019)
 
O Júri da Competição de Longas-Metragens, composto por Teresa Villaverde e Wieland Speck decidiu os vencedores dos seguintes prémios:
 
O Prémio para a Melhor Longa-Metragem desta edição do Queer Lisboa foi atribuído a: Sócrates (Brasil, 2018), de Alexandre Moratto, um prémio no valor de 1500€. Segundo o Júri, “Sócrates é um filme muito forte tanto pelo seu conteúdo como pela sua forma. Fala-nos de um adolescente dos subúrbios de Santos, no estado de São Paulo. Interpretado pelo actor Christian Malheiros que nos deixa magneticamente colados ao ecran, interpretando um personagem que luta contra um mundo que quer fazê-lo desaparecer. Esperamos que este filme encontre distribuidor em Portugal para que mais pessoas o possam ver.”
 
O Júri atribuiu ainda uma Menção Especial a Greta (Brasil, 2019), realizado por Armando Praça. "O realizador de Greta, Armando Praça, criou uma contundente experiência cinemática vinda das franjas da sociedade, onde se formam personagens fortes, tecendo a sua teia de desejos e entreajuda."
O Júri da Competição de Documentários, composto por Joana de Sousa, Margarida Mercês de Mello e So Mayer, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Documentário ao filme Una Banda de Chicas (Argentina, 2018), realizado por Marilina Giménez, um prémio no valor de 3000€ atribuído pela RTP2, pela compra dos direitos de exibição do filme neste canal. Segundo o Júri: "Damos este prémio a um filme que, partindo da amizade, constrói um retrato de uma comunidade reflectindo sobre si própria, em trinta anos de lutas e conquistas. Uma visão complexa e íntima da força transformadora que é usar a própria voz e fazermo-nos ouvir."
 
O mesmo Júri decidiu ainda atribuir uma Menção Especial a Ni d'Ève Ni d'Adam. Une Histoire Intersexe (França, Suíça, 2018), realizado por Floriane Devigne. “Um diálogo poético que desafia profundos tabus sociais sobre corpos, vidas e desejos."
O Júri da Competição de Curtas-Metragens, composto por Alexander David, Catherine Boutaud e Mickaël Gaspar, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Curta-Metragem ao filme Parsi (Argentina, Suíça, 2018), realizado por Eduardo Williams e Mariano Blatt, um prémio no valor de 1000€. Segundo o Júri: “Decidimos atribuir o prémio a um filme onde o gesto cinematográfico radical, poético e violento, num transe futurista, retrata o aqui e o agora, com grande mestria. O prémio vai para Parsi.”
 
O mesmo Júri atribuiu uma Menção Especial a Ant-Man (Vietname, 2019), realizado por Viet Vu. “Ficámos bastante comovidos pelo lamento e solidão da personagem deste filme. Através da mise en scène rica de ideias singulares, conseguimos ver o nascimento de um realizador. Atribuímos uma menção honrosa a Ant-Man”, refere o Júri.
O mesmo Júri avaliou também a Competição In My Shorts, onde decidiu atribuir o Prémio de Melhor Filme de Escola Europeia ex aequo às curta-metragens Constanza (França, Argentina, 2018), realizado por Melisa Liebenthal, e Dante vs Mohammed Ali, realizado por Marc Wagenaar (Holanda, Bélgica, 2018) um prémio em equipamento vídeo, no valor de 400€ oferecido pela MUCH Underwear. Sobre Constanza, o Júri disse: "Através da delicadeza dos gestos quotidianos e quebrando os preconceitos de quem vê, descobrimos o retrato de uma pessoa que já se encontrou, a Constanza". Sobre Dante vs Mohammed Ali, o Júri disse: "Com uma realização madura e constantemente surpreendente revela-se uma pessoa com toda a sua força que assume quem ele é. A poesia vence a brutalidade." 
Por sua vez, o Júri da Competição Queer Art, composto por David Cabecinha, Francisco Queirós e Sara Orsi, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Filme Queer Art a Normal (Itália, Suécia, 2019), realizado por Adele Tulli, um prémio no valor de 1000€. Segundo o Júri: “O padrão que se repete. Uma violência silenciada que sugere a abertura para outros entendimentos. Um ensaio ou uma coleccao de situações em que a passividade perante a imposição nos fazem questionar o normal."
O Queer Lisboa 23 encerra assim com nota positiva esta edição com um acréscimo de espectadores em relação à sua edição anterior, tendo exibido 101 filmes de 36 países diferentes. Foram anunciadas as datas do Queer Lisboa 24, que terá lugar de 18 a 26 de setembro de 2020.

Palmarés do Queer Lisboa 23

Teve lugar esta noite, às 21h00, a Sessão de Encerramento do Festival de Cinema Queer Lisboa 23, na Sala Manoel de Oliveira do Cinema São Jorge, onde foram anunciados os prémios da Competição de Longas-Metragens, Competição de Documentários, Competição de Curtas-Metragens, Competição In My Shorts - que distingue a Melhor Curta-Metragem de Escola Europeia -, Competição Queer Art, bem como as escolhas do público.

Palmarés

Competição de Longas-Metragens


Melhor Filme: Sócrates, de Alexandre Moratto (Brasil, 2018)
 
Menção Especial: Greta, de Armando Praça (Brasil, 2019)

Prémio do Público: Carmen y Lola, de Arantxa Echevarría (Espanha, 2018)

Competição de Documentários

Melhor Filme: Una Banda de Chicas, de Marilina Giménez (Argentina, 2018)
 
Menção Especial: Ni d’Ève, ni d’Adam. Une Histoire Intersexe, de Floriane Devigne (França, Suíça, 2018)

Prémio do Público: Ni d’Ève, ni d’Adam. Une Histoire Intersexe, de Floriane Devigne (França, Suíça, 2018)


Competição de Curtas-Metragens

Melhor Filme : Parsi, de Eduardo Williams e Mariano Blatt (Argentina, Suíça, 2018)
 
Menção Especial: Ant-Man, de Viet Vu (Vietname, 2018)

Prémio do Público: Estamos Todos Aqui, de Chico Santos e Rafael Mellim (Brasil, 2018)


Competição In My Shorts

Melhor Filme (ex aequo): Constanza, de Melisa Liebenthal (França, Argentina, 2018) e Dante vs Mohammed Ali de Marc Wagenaar (Holanda, Bélgica, 2018) 


Competição Queer Art

Melhor Filme: Normal, de Adele Tulli (Itália, Suécia 2019)


Statements do Júri 

O Júri da Competição de Longas-Metragens, composto por Teresa Villaverde e Wieland Speck, atribuiu o Prémio de Melhor Longa-Metragem a Sócrates (Brasil, 2018), de Alexandre Moratto, um prémio no valor de 1500€ oferecido pela Associação Variações. Segundo o Júri, “Sócrates é um filme muito forte tanto pelo seu conteúdo como pela sua forma. Fala-nos de um adolescente dos subúrbios de Santos, no estado de São Paulo. Interpretado pelo actor Christian Malheiros que nos deixa magneticamente colados ao ecran, interpretando um personagem que luta contra um mundo que quer fazê-lo desaparecer. Esperamos que este filme encontre distribuidor em Portugal para que mais pessoas o possam ver.”
 
O Júri atribuiu ainda uma Menção Especial a Greta (Brasil, 2019), realizado por Armando Praça. "O realizador de Greta, Armando Praça, criou uma contundente experiência cinemática vinda das franjas da sociedade, onde se formam personagens fortes, tecendo a sua teia de desejos e entreajuda."

O Júri da Competição de Documentários, composto por Joana de Sousa, Margarida Mercês de Mello e So Mayer, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Documentário ao filme Una Banda de Chicas (Argentina, 2018), realizado por Marilina Giménez, um prémio no valor de 3000€ atribuído pela RTP2, pela compra dos direitos de exibição do filme neste canal. Segundo o Júri: "Damos este prémio a um filme que, partindo da amizade, constrói um retrato de uma comunidade reflectindo sobre si própria, em trinta anos de lutas e conquistas. Uma visão complexa e íntima da força transformadora que é usar a própria voz e fazermo-nos ouvir."
 
O mesmo Júri decidiu ainda atribuir uma Menção Especial a Ni d'Ève Ni d'Adam. Une Histoire Intersexe (França, Suíça, 2018), realizado por Floriane Devigne. “Um diálogo poético que desafia profundos tabus sociais sobre corpos, vidas e desejos."

O Júri da Competição de Curtas-Metragens, composto por Alexander David, Catherine Boutaud e Mickaël Gaspar, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Curta-Metragem ao filme Parsi (Argentina, Suíça, 2018), realizado por Eduardo Williams e Mariano Blatt, um prémio no valor de 1000€. Segundo o Júri: “Decidimos atribuir o prémio a um filme onde o gesto cinematográfico radical, poético e violento, num transe futurista, retrata o aqui e o agora, com grande mestria. O prémio vai para Parsi.”
 
O mesmo Júri atribuiu uma Menção Especial a Ant-Man (Vietname, 2019), realizado por Viet Vu. “Ficámos bastante comovidos pelo lamento e solidão da personagem deste filme. Através da mise en scène rica de ideias singulares, conseguimos ver o nascimento de um realizador. Atribuímos uma menção honrosa a Ant-Man”, refere o Júri.

O mesmo Júri avaliou também a Competição In My Shorts, onde decidiu atribuir o Prémio de Melhor Filme de Escola Europeia ex aequo às curta-metragens Constanza (França, Argentina, 2018), realizado por Melisa Liebenthal, e Dante vs Mohammed Ali, realizado por Marc Wagenaar (Holanda, Bélgica, 2018) um prémio em equipamento vídeo, no valor de 400€ oferecido pela MUCH Underwear. Sobre Constanza, o Júri disse: "Através da delicadeza dos gestos quotidianos e quebrando os preconceitos de quem vê, descobrimos o retrato de uma pessoa que já se encontrou, a Constanza". Sobre Dante vs Mohammed Ali, o Júri disse: "Com uma realização madura e constantemente surpreendente revela-se uma pessoa com toda a sua força que assume quem ele é. A poesia vence a brutalidade." 

Por sua vez, o Júri da Competição Queer Art, composto por David Cabecinha, Francisco Queirós e Sara Orsi, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Filme Queer Art a Normal (Itália, Suécia, 2019), realizado por Adele Tulli, um prémio no valor de 1000€ oferecido pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Segundo o Júri: “O padrão que se repete. Uma violência silenciada que sugere a abertura para outros entendimentos. Um ensaio ou uma coleccao de situações em que a passividade perante a imposição nos fazem questionar o normal."

Queer Lisboa 23 encerra assim com nota positiva esta edição com um acréscimo de espectadores em relação à sua edição anterior, tendo exibido 101 filmes de 36 países diferentes.

Foram também anunciadas as datas do Queer Lisboa 24, que terá lugar de 18 a 26 de setembro de 2020. Vemo-nos lá!