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Palmarés Queer Lisboa 22

Palmarés do Queer Lisboa 22

Teve lugar esta noite, às 21h00, a Sessão de Encerramento do Festival de Cinema Queer Lisboa 22, na Sala Manoel de Oliveira do Cinema São Jorge, onde foram anunciados os prémios da Competição de Longas-Metragens, Competição de Documentários, Competição de Curtas-Metragens, Competição In My Shorts - que distingue o Melhor Filme de Escola -, Competição Queer Art, bem como as escolhas do público.

Palmarés

Competição de Longas-Metragens

Melhor Longa-Metragem: Marilyn, de Martín Rodríguez Redondo (Argentina, Chile, 2018, 80')

Melhor Atriz: Kristín Thóra Haraldsdóttir, And Breathe Normally (Ísold Uggadóttir, Islândia, Suécia, Bélgica, 2018, 100’)

Melhor Ator: Victor Polster, Girl (Lukas Dhont, Bélgica, Holanda, 2018, 105’)

Menção Especial: Tinta Bruta, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon (Brasil, 2018, 118’)

Prémio do Público: Girl, de Lukas Dhont (Bélgica Holanda, 2018, 105’)

Competição de Documentários

Melhor Documentário: Room for a Man, de Anthony Chidiac (Líbano, EUA, 2017, 77’)

Menção Especial: Cartas para um Ladrão de Livros, de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros (Brasil, 2017, 97’)

Prémio do Público: Lunàdigas - Ovvero Delle Donne Senza Figli, de Nicoletta Nesler, Marilisa Piga (Itália, 2016, 78')

Competição de Curtas-Metragens

Melhor Curta-Metragem: Would You Look At Her, de Goran Stolevski, (Macedónia, 2017, 18’)

Menção Especial: O Órfão, de Carolina Markowicz (Brasil, 2018, 15’)

Prémio do Público: O Órfão, de Carolina Markowicz (Brasil, 2018, 15’)

Competição In My Shorts

Prémio Melhor Curta-Metragem de Escola: Mathias, de Clara Stern (Austria, 2017, 30')

Menção Especial do Júri: Three Centimetres, de Lara Zeidan (Reino Unido, 2017, 9')

Competição Queer Art

Melhor Filme: Inferninho, de Guto Parente, Pedro Diogenes (Brasil, 2018, 82’)

Menção Especial: Martyr, de Mazen Khaled (Líbano, Itália, 2017, 84’)

O Júri da Competição de Longas-Metragens, composto por Didier Roth-Bettoni, Hugo van der Ding e Leonor Silveira decidiu os vencedores dos seguintes prémios:

O Prémio para a Melhor Longa-Metragem desta edição do Queer Lisboa foi atribuído à longa-metragem: Marilyn (Argentina, Chile, 2018), de Martín Rodríguez Redondo, um prémio no valor de 1000€. Segundo o Júri, trata-se de “Uma primeira longa-metragem, com uma linguagem nunca manipuladora, um olhar realista que nos propõe um retrato de uma pesada sociedade. A batalha, perdida desde o seu início, da beleza e do horror onde a única libertação possível é pela tragédia, que não conhece um fim.”

O Júri decidiu dar o prémio de Melhor Atriz a Kristín Thóra Haraldsdóttir pela sua interpretação em And Breathe Normally (Islândia, Suécia, Bélgica, 2018), de Ísold Uggadóttir. O Júri defende a sua decisão: “Interpretação nobre e subtil, uma personagem sempre em controlo quando tudo naufraga à sua volta. A coragem de uma mulher.”

Já o prémio de Melhor Ator foi atribuído a Victor Polster, pela sua interpretação em Girl (Bélgica, Holanda, 2018), realizado por Lukas Dhont. O júri afirma: “Ele vai além do género. Uma interpretação que atravessa fronteiras de género. Victor Polster é o filme."

O Júri atribuiu ainda uma Menção Especial a Tinta Bruta (Brasil, 2018), realizado por Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. "Uma narrativa com uma linguagem orgânica sobre uma geração num universo agressivo. Um filme representativo de um país que se tornou uma prisão para as minorias e para a sua juventude."

Para o Prémio do Público da Competição de Longas-Metragens, o público do Queer Lisboa 22 premiou Girl (Bélgica, Holanda, 2018), de Lukas Dhont.

O Júri da Competição de Documentários, composto por Esra Özban, Margarida Leitão e Rui Filipe Oliveira, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Documentário ao filme Room for a Man (Líbano, EUA, 2017), realizado por Anthony Chidiac, um prémio no valor de 3000€ atribuído pela RTP2, pela compra dos direitos de exibição do filme neste canal. Segundo o Júri: "O prémio do júri da Competição de Documentários vai para Room for a Man, de Anthony Chidiac, que corajosamente nos convida para o seu quarto em Beirute e expressa conflitos íntimos através de uma elaborada linguagem cinematográfica. Refletindo de forma delicada sobre os encontros consigo mesmo, com a sua família e com os ‘outros’, o ensaio poético e pessoal de Chidiac cria um quarto dentro do qual podemos partilhar a sua jornada."

O mesmo Júri decidiu ainda atribuir uma Menção Especial a Cartas para um Ladrão de Livros (Brasil, 2017), realizado por Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros. “Os realizadores Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros relatam de forma meticulosa a história de Laéssio Rodrigues, cuja paixão por Carmen Miranda o tornou num talentoso ladrão de livros e num afamado ‘criminoso’. Expondo a podridão do sistema e as controversas alternativas queer de Laéssio, cheias de humor e sarcasmo, o filme confronta-nos com as fronteiras da ética, a hipocrisia da justiça e a dura realidade da luta de classes.”, defende o Júri.

No Prémio do Público da Competição de Documentários, o filme premiado foi Lunàdigas - Ovvero Delle Donne Senza Figli (Itália, 2016), realizado por Nicoletta Nesler e Marilisa Piga.

O Júri da Competição de Curtas-Metragens, composto por Maria Leite, Rob Eagle e Thomas Mendonça, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Curta-Metragem ao filme Would You Look At Her (Macedónia, 2017), realizado por Goran Stolevski, um prémio no valor de 1500€, atribuído pela RTP2, pela compra dos direitos de exibição do filme neste canal. Segundo o Júri: “Passado numa comunidade religiosa da Macedónia, o filme é uma absurda comédia negra sobre uma adolescente queer que quebra convenções e sai vencedora. Trata-se de um filme acutilante que tem muito a dizer aos espectadores para além dos seus 18 minutos.”

O mesmo Júri atribuiu uma Menção Especial a O Órfão (Brasil, 2018), realizado por Carolina Markowicz. “Pelo simples e belíssimo retrato desta realidade que nos pareceu muito relevante destacar. Baseado numa história real, trata-se de um comovente e terno retrato de um órfão queer em São Paulo.”, refere o Júri.

Na Competição de Curtas-Metragens, o público do Queer Lisboa premiou a curta O Órfão (Brasil, 2018), realizada por Carolina Markowicz.

O Júri da Competição In My Shorts, composto por Ágata Pinto, Fernando Galrito e Marta Fernandes, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Filme de Escola à curta-metragem Mathias (Austria, 2017), realizado por Clara Stern, um prémio em equipamento vídeo oferecido pela MUCH Underwear.

Foi ainda atribuída uma Menção Especial a Three Centimetres (Reino Unido, 2017, 9'), de Lara Zeidan 

Por sua vez, o Júri da Competição Queer Art, composto por Paula Arantzazu Ruiz, Ricardo Teixeira e Victor dos Reis, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Filme Queer Art a Inferninho (Brasil, 2018), realizado por Guto Parente e Pedro Diogenes. Segundo o Júri: “Pela sua poética visual e narrativa que transcende a dimensão teatral e celebra acima de tudo os seus protagonistas, ressaltando a sua ternura, vulnerabilidade e coragem. Refugiados e enclausurados num não lugar e num estado de espera, falam-nos da importância de nos abrirmos ao desconhecido e partir."

O mesmo júri atribuiu ainda uma Menção Especial a Martyr (Líbano, Itália, 2017), realizado por Mazen Khaled. Segundo nota do Júri: "Uma proposta visual portentosa e muito coreográfica que se afirma na dilatação do tempo das imagens, dos géneros artísticos e das crenças."

Queer Lisboa 22 encerra assim com nota positiva esta edição com um acréscimo de espectadores em relação à sua edição anterior, tendo exibido 100 filmes de 32 países diferentes, com encontro marcado para o Queer Lisboa 23, de 20 a 28 de setembro de 2019.