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Programação completa do Queer Lisboa 23

Para além da antevisão anunciada no passado mês de julho, e dos filmes que fazem parte das Seções Competitivas deste ano, o Queer Lisboa apresenta uma 23ª edição com um total de 101 filmes de 36 países, e várias actividades paralelas. 
Num ano em que se comemoram vários marcos da história dos movimentos que reclamam o lugar das comunidades LGBTI+, o Queer Lisboa não podia deixar de fazer uma reflexão sobre o que significou meio século dos modernos movimentos de luta pelos direitos e dignidade destas mesmas comunidades. Desde a celebração dos 50 anos dos Motins de Stonewall aos 20 anos da Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa, passando pelos 40 anos da Seção Panorama da Berlinale, este é um ano em que o festival pretende pensar as conquistas políticas e sociais que foram acontecendo nos vários cantos do globo e o que significou, e significa ainda, o ativismo para a cultura queer. 
Esta é também uma edição em que, não só as problemáticas específicas ligadas aos indivíduos intersexo, transgénero, e não binários, estão em destaque ao longo das várias secções, mas também onde a presença destes enquanto fazedorxs e pensadorxs de cinema é bastante notória, inclusive entre os convidados que este ano estarão presentes no festival.  
Na já habitual secção Panorama, destaque para The Spark: the Origins of Pride, onde podemos reviver a história de Stonewall e as suas repercussões, Can You Ever Forgive Me?, com uma extraordinária Melissa McCarthy como Lee Israel, e JT LeRoy onde as sempre brilhantes Kristen Stewart e Laura Dern revisitam a história louca da encenação literária de JT LeRoy. O festival também anunciou que o seu Filme de Encerramento será Skate Kitchen.
Este ano, o Queer Pop apresentará um programa intitulado Portugal Hoje. Os documentários Conan, O Rapaz do Futuro e Lena d’Água - Nunca Me Fui Embora são duas oportunidades para olhar o momento único atravessado por dois músicos singulares. A sessão complementa-se com telediscos recentes de alguns dos músicos portugueses do panorama atual, de Filipe Sambado a Capicua, passando por Surma ou Isaura. Há ainda uma segunda sessão dedicada ao Hip Hop, que nos mostra o que de queer se tem feito nesse universo: Princess Nokia, Mykki Blanco, Big Dipper, e Brooke Candy são alguns dos artistas que provam a, cada vez maior, permeabilidade deste género musical.    
Nas Hard Nights, apresentamos Alfredo Não Gosta de Despedidas, em que um artista obcecado por sexo cria, através de relatos familiares, um documentário autoficcional; e o cinema de Goodyn Green regressa ao festival, com An Illicit Affair e Second Shutter.
No programa há ainda oportunidade para ver os filmes escolhidos pela realizadora Cláudia Varejão, no âmbito da proposta de curadoria que a Agência da Curta Metragem fez este ano a vários realizadores e artistas portugueses, por ocasião do seu 20.º aniversário. Agência 20 Anos: Carta-Branca a Cláudia Varejão apresenta exclusivamente filmes realizados ou corealizados por mulheres portuguesas em que a curiosidade investigativa se faz diálogo com o território e a paisagem natural. Do programa fazem parte filmes de Salomé Lamas, Renata Sancho e Joana Pimenta.  
Numa parceria com o Queer Media Database Canada-Québec, o festival tem também este ano o prazer de apresentar um programa paralelo intitulado Corpos Desejo Paisagens: um arquivo de curtas canadianas LGBTQ 1989-2017. Foram escolhidas 10 curtas e uma longa-metragem. De destacar, entre elas, Marie, Eu te Vejo, de Carol Fernandes, que estará presente no festival para apresentar o seu filme, e a longa Limites, onde o fotógrafo Carlos Quiroz revela o processo artístico por detrás da captura do nu masculino.   
Ainda de destacar uma Sessão Especial em que apresentamos Mister Lonely, de Harmony Korine, filme que acompanha uma das exposições do festival este ano. Com curadoria de Thomas Mendonça e apresentando obras dos artistas Andy James, Dylan Silva, Karine Rougier, Filippo Fiumani e Rui Palma, Sem Receio de Criar o Caos pretende representar e elogiar alguns aspetos da obra cinematográfica do enfant terrible do cinema estadounidense.  
Já anteriormente anunciada, apresentamos também, nesta edição, a exposição 20 anos da Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa, que estará patente no Cinema São Jorge, e que resulta do desafio público lançado com o objetivo de reunir um espólio vivo de fotografias inéditas e outros materiais relacionados com a história da Marcha. 
O festival organiza também, como é habitual, um conjunto de Debates e Conversas. Em parceria com a Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa, se fará o debate Novos Populismos, que tem como mote a exibição do Filme de Abertura do festival, Indianara. Tendo também um filme como mote, neste caso o documentário Ni d’Ève, ni d’Adam. Une Histoire Intersexe, o festival convida o público para assistir ao debate Direito a Ser… Intersexo, onde o objetivo é promover o conhecimento e a reflexão sobre esta temática. Por fim, haverá também oportunidade para uma Conversa com Wieland Speck, no Goethe-Institut. Speck estará à conversa com João Ferreira, diretor artístico do Queer Lisboa, e onde podemos ficar a conhecer em mais pormenor o seu trabalho e desafios de programação à frente da secção Panorama da Berlinale.

Para além da antevisão anunciada no passado mês de julho (com as novidades sobre o Ciclo Berlinale Panorama 40, o Filme de Abertura, e o Queer Focus deste ano), e dos filmes que fazem parte das Seções Competitivas deste ano, o Queer Lisboa apresenta uma 23ª edição com um total de 101 filmes de 36 países. E com variadas actividades paralelas. 

Num ano em que se comemoram vários marcos da história dos movimentos que reclamam o lugar das comunidades LGBTI+, o Queer Lisboa não podia deixar de fazer uma reflexão sobre o que significou meio século dos modernos movimentos de luta pelos direitos e dignidade destas mesmas comunidades. Desde a celebração dos 50 anos dos Motins de Stonewall aos 20 anos da Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa, passando pelos 40 anos da Seção Panorama da Berlinale, este é um ano em que o festival pretende pensar as conquistas políticas e sociais que foram acontecendo nos vários cantos do globo e o que significou, e significa ainda, o ativismo para a cultura queer.

Esta é também uma edição em que, não só as problemáticas específicas ligadas aos indivíduos intersexo, transgénero, e não binários, estão em destaque ao longo das várias secções, mas também onde a presença destes enquanto fazedorxs e pensadorxs de cinema é bastante notória, inclusive entre os convidados que este ano estarão presentes no festival.

Na já habitual secção Panorama, destaque para The Spark: the Origins of Pride, onde podemos reviver a história de Stonewall e as suas repercussões, Can You Ever Forgive Me?, com uma extraordinária Melissa McCarthy como Lee Israel, e JT LeRoy onde as sempre brilhantes Kristen Stewart e Laura Dern revisitam a história louca da encenação literária de JT LeRoy. O festival também anunciou que o seu Filme de Encerramento será Skate Kitchen.

Este ano, o Queer Pop apresentará um programa intitulado Portugal Hoje. Os documentários Conan, O Rapaz do Futuro e Lena d’Água - Nunca Me Fui Embora são duas oportunidades para olhar o momento único atravessado por dois músicos singulares. A sessão complementa-se com telediscos recentes de alguns dos músicos portugueses do panorama atual, de Filipe Sambado a Capicua, passando por Surma ou Isaura. Há ainda uma segunda sessão dedicada ao Hip Hop, que nos mostra o que de queer se tem feito nesse universo: Princess Nokia, Mykki Blanco, Big Dipper, e Brooke Candy são alguns dos artistas que provam a, cada vez maior, permeabilidade deste género musical.

Nas Hard Nights, apresentamos Alfredo Não Gosta de Despedidas, em que um artista obcecado por sexo cria, através de relatos familiares, um documentário autoficcional; e o cinema de Goodyn Green regressa ao festival, com An Illicit Affair e Second Shutter.

No programa há ainda oportunidade para ver os filmes escolhidos pela realizadora Cláudia Varejão, no âmbito da proposta de curadoria que a Agência da Curta Metragem fez este ano a vários realizadores e artistas portugueses, por ocasião do seu 20.º aniversário. Agência 20 Anos: Carta-Branca a Cláudia Varejão apresenta uma sessão de filmes realizados ou corealizados por mulheres portuguesas em que a curiosidade investigativa se faz diálogo com o território e a paisagem natural. Do programa fazem parte filmes de Salomé Lamas, Renata Sancho e Joana Pimenta.

Numa parceria com o Queer Media Database Canada-Québec, o festival tem também este ano o prazer de apresentar um programa paralelo intitulado Corpos Desejo Paisagens: um arquivo de curtas canadianas LGBTQ 1989-2017. Foram escolhidas 10 curtas e uma longa-metragem. De destacar, entre elas, Marie, Eu te Vejo, de Carol Fernandes, que estará presente no festival para apresentar o seu filme, e a longa Limites, onde o fotógrafo Carlos Quiroz revela o processo artístico por detrás da captura do nu masculino.

Ainda de destacar uma Sessão Especial em que apresentamos Mister Lonely, de Harmony Korine, filme que acompanha uma das exposições do festival este ano. Com curadoria de Thomas Mendonça e apresentando obras dos artistas Andy James, Dylan Silva, Karine Rougier, Filippo Fiumani e Rui Palma, Sem Receio de Criar o Caos pretende representar e elogiar alguns aspetos da obra cinematográfica do enfant terrible do cinema estadounidense.  Já anteriormente anunciada, apresentamos também, nesta edição, a Exposição 20 anos da Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa, que estará patente no Cinema São Jorge, e que resulta do desafio público lançado com o objetivo de reunir um espólio vivo de fotografias inéditas e outros materiais relacionados com a história da Marcha.

O festival organiza também, como é habitual, um conjunto de Debates e Conversas. Em parceria com a Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa, se fará o debate Novos Populismos, que tem como mote a exibição do Filme de Abertura do festival, Indianara. Tendo também um filme como mote, neste caso o documentário Ni d’Ève, ni d’Adam. Une Histoire Intersexe, o festival convida o público para assistir ao debate Direito a Ser… Intersexo, onde o objetivo é promover o conhecimento e a reflexão sobre esta temática. Por fim, haverá também oportunidade para uma Conversa com Wieland Speck, no Goethe-Institut. Speck estará à conversa com João Ferreira, diretor artístico do Queer Lisboa, e onde podemos ficar a conhecer em mais pormenor o seu trabalho e desafios de programação à frente da secção Panorama da Berlinale.