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#skin: Mr. Leather & performance

A obra gráfica de Tom of Finland é referência incontornável para a génese e reivindicação de uma cultura leather. Um “pornógrafo e fetichista”, como é descrito por um dos sujeitos do documentário Mr. Leather, a sua obra está na origem dessa imagética dos “homens rudes, rústicos e cruéis”, homens de pele dura. Mas o cinema de Hollywood também produziu estes ícones. Lembremos o Brando de The Wild One, um hino à rebeldia e a essa segunda pele que é o cabedal. Segunda pele que significa para muitos dos adeptos do leather, uma segunda saída do armário, dentro da própria comunidade queer. Por isso, não é sem questionamentos que esta cultura leather se olha, hoje, precisamente por esse culto da masculinidade, no seio de uma comunidade queer que se quer diversa e inclusiva. A desconfiança por parte das comunidades LGBTI+ a um subgrupo que parece replicar modelos heteronormativos, e até mesmo misóginos, não é alheia à cultura leather, sofrendo ela mesma um processo de transformação, como está bem expresso neste documentário de Daniel Nolasco. J.F.   

Programa:

Mr. Leather, Daniel Nolasco
- Performance Blondi / Criação e Conceção: La Rubia / Performer: David Loira / M/18
Sabias que a cadela pastor-alemão de Adolf Hitler se chamava Blondi? Conheces o seu trágico final? Nela, adorava a sua Obediência e Lealdade. Ressuscitar a Blondi trazendo-a ao presente. Um renascer: "Eu não sou a tua cadela". (David Loira)

foto "Blondi": Paulina Funes