Filme

Bijou

Bijou

Em Nova Iorque, um trabalhador da construção civil heterossexual (Bill Harrison) vê uma mulher a ser atropelada. Seguindo um impulso, rouba-lhe a mala e encontra um convite para uma discoteca chamada Bijou. Quando parte à procura do estranho local, Harrison entra num mundo de concretização de fantasias eróticas. Lançado pouco tempo depois de Boys in the Sand, o segundo filme de Wakefield Poole é uma alucinação erótica que até hoje não tem equivalente. Sente-se e prepare-se para descolar.


Biofilmografia

Wakefield Poole nasceu em 1936 em Jacksonville, Florida, EUA. Foi membro do corpo de bailado do Ballet Russe de Monte Carlo nos últimos anos da companhia, e depois continuou uma carreira bem sucedida como Bailarino, Coreógrafo e Encenador na Broadway e no West End, e também na Televisão, tendo trabalhado com lendas do teatro tais como Stephen Sondheim, Richard Rodgers, Noel Coward, Jerome Robbins, Ethel Merman, Gwen Verdon, entre muitos outros.

Em 1971, após ter visto um típico filme de pornografia gay, Poole perguntou-se a si mesmo porque não poderia alguém fazer um filme porno que não fosse vulgar nem deprimente. Então, propôs-se fazer isso mesmo. Com um velha câmara 16mm e o quase desconhecido Cal Culver (que adoptou o nome artístico Casey Donovan), Poole e um pequeno grupo de amigos filmaram Boys in the Sand (1971) em alguns fins-de-semana na praia de Fire Island Pines, na costa de Long Island (estado de Nova Iorque). Poole lançou o filme para exibição como um filme comercial, com o seu nome junto do título, e também exibições para a imprensa e anúncios no New York Times. Do dia para a noite, Boys in the Sand tornou-se um enorme sucesso financeiro, enquanto a carreira de Poole no teatro terminava.

A Boys in the Sand seguiu-se o ambicioso e tecnicamente avançado Bijou (1972), que foi igualmente bem recebido pelo público e pela crítica. No auge do sucesso, Poole colocou todos os seus recursos financeiros num projecto que julgou seria o seu cartão de entrada no cinema “mainstream”, uma versão da Bíblia com muita nudez, re-imaginada pelo ponto de vista de uma mulher. Visualmente sumptuoso, e completamente diferente de tudo o que os espectadores tinham visto até então, Wakefield Poole’s Bible (1973) foi um fracasso – rejeitado tanto pelo público heterossexual como gay.

Em 1974, Poole trocou Nova Iorque por São Francisco, a florescente Meca gay. Foi co-proprietário e responsável operacional pela cadeia de vestuário, cabeleireiros e galerias “Hot Flash of America”, tornou-se amigo de Harvey Milk, e continuou a fazer filmes eróticos únicos e de sucesso, até que iniciou uma espiral negativa até se tornar toxicodependente. Após uma tentativa alimentada pela cocaína de regressar aos palcos da Broadway, Poole desceu “ao fundo do poço”, entrou em reabilitação, e ultrapassou a dependência da droga. Mais tarde, licenciou-se pelo Instituto de Culinária Francesa aos 50 anos de idade, e tornou-se um chefe de cozinha bem sucedido. Reformou-se em 2003, e actualmente vive no norte da Florida.

Publicou a sua autobiografia Dirty Poole, em 2000, a qual foi reeditada em 2011. Um documentário baseado em Dirty Poole, realizado e produzido por Jim Tushinski (That Man: Peter Berlin) está programado para estrear no início de 2012.

Poole aparece em vários documentários incluindo: Ballets Russes (2005), When Ocean Meets Sky (2003) e That Man: Peter Berlin (2005).

  • 1984 - One, Two, Three (Longa-Metragem de Ficção)
  • 1984 - The Hustlers (Longa-Metragem de Ficção)
  • 1984 - Boys in the Sand II (Longa-Metragem de Ficção)
  • 1984 - Split Image (Longa-Metragem de Ficção)
  • 1981 - Hot Shots (Longa-Metragem de Ficção)
  • 1977 - Take One (Longa-Metragem de Ficção)
  • 1977 – Roger (Curta-Metragem de Ficção)
  • 1974 - Moving! (Longa-Metragem de Ficção)
  • 1974 - Gay Parade San Francisco 1974 (Documentário Curto)
  • 1973 - Wakefield Poole's Bible (Longa-Metragem de Ficção)
  • 1972 - Bijou (Longa-Metragem de Ficção)
  • 1971 - Boys in the Sand (Longa-Metragem de Ficção)