Fucking Different Generations
Monika Treut, Todd Verow, Sofia Alvarado, Jo Pollux & Theo Parker, Emre Busse, Jiz Lee & Shine Louise Houston, Kristian Petersen
Documentário : 87’ / Velhice, Juventude, Queer, Sexualidade, Performance, Cruising, Corpos, Fetiche

O projeto de compilações de filmes Fucking Different foi lançado há vinte anos, com o objetivo de analisar as semelhanças e diferenças entre homens gays e lésbicas. Desde então, muita coisa mudou: as fronteiras de género estão a tornar-se mais fluidas e os jovens podem, com maior facilidade, optar por não serem identificados apenas como homens ou mulheres. Embora a comunidade queer jovem pareça ter-se aproximado, nos últimos anos tornou-se evidente uma divisão entre as gerações. Agora, em “Fucking Different Generations”, cineastas queer da geração baby-boomer expõem as suas ideias sobre a vida dos jovens queer, e jovens cineastas queer da Geração Z refletem sobre os baby-boomers queer. O resultado é uma coleção de sete curtas-metragens que abordam, de forma humorística, poética e reflexiva, as semelhanças, diferenças e possibilidades de aproximação entre gerações na comunidade queer.

 

/ Exibição

Porto
03 de Novembro | 17h00 | Batalha - Sala 2
QP - Resistência Queer
www.fucking-different.de

/ Detalhes

Ano: 2026

País: Alemanha

Língua: alemão, espanhol e inglês

Legendas: inglês

Elenco: J Triangular, Monika Treut, Chen An An, JJ Bozeman, Butch Molly, Chris Patterson-Rosso, Dita Rita Scholl, Sophia Jelena Bobić, Miss Flora, Axelou, Carla Schleiffer, Irit Mogilevsky, Jazz, Kat Siurek, Cara Heartcore, Kristina Marlen

/ Realização

Monika Treut, Todd Verow, Sofia Alvarado, Jo Pollux & Theo Parker, Emre Busse, Jiz Lee & Shine Louise Houston, Kristian Petersen

Vários


Monika Treut é doutorada em Estudos Literários — e tem vindo a realizar filmes à sua maneira desde 1983. Como argumentista, realizadora e produtora, aborda sem rodeios temas como o feminismo, a política de género e os direitos humanos. Entre um filme e outro, tem lecionado em São Francisco, Nova Iorque, San Diego, Chicago, Bloomington e noutros locais. Os seus filmes têm sido exibidos em importantes festivais internacionais, incluindo a Berlinale, Toronto e Sundance, e a sua obra tem sido alvo de inúmeras retrospetivas.

 

Todd Verow (Bangor, Maine, 1966) trabalhou como diretor de fotografia para Gregg Araki e Jon Moritsugu antes de se estrear como realizador de longas-metragens com “Frisk”, em 1996. Realizou mais de trinta e cinco longas e inúmeras curtas, consolidando-se como o autor emérito mais prolífico do New Queer Cinema. Extremamente independente, Verow descreve-se como cineasta underground na tradição dos seus ídolos George e Mike Kuchar, Kenneth Anger, Jack Smith e Andy Warhol. 

 

Sofía Alvarado é uma artista multidisciplinar que vive em Nova Iorque, interessada em explorar o cinema como “a arte de deixar os fantasmas regressarem”.

 

Jo Pollux é uma fotógrafa e cineasta queer femme que se dedica à exploração do desejo, da narrativa e da fantasia. Começou a estudar Artes e Comunicação na Academia de Belas-Artes de Viena e concluiu o seu diploma em Design de Comunicação em Berlim. Desde então, tem vivido entre Berlim e Paris, inspirando-se nas histórias que se escondem entre as paredes das cidades. Theo Parker, nascido em 1989, é psicólogo e trabalha como escritor e cineasta em Berlim. Depois de realizar várias curtas-metragens, estreou-se na longa-metragem em 2019.

 

Emre Busse é um historiador de arte e cineasta curdo, nascido na Turquia e radicado na Alemanha, especializado em sexualidades contemporâneas e estudos transculturais sobre pornografia. Obteve o seu doutoramento no Departamento de História da Arte da Freie Universität Berlin. Desde 2023, leciona seminários na Faculdade de Letras da Universidade de Bremen.

 

Jiz Lee, figura polifacética do mundo da pornografia, atua em filmes porno, é autore e ativista, tendo trabalhado na indústria pornográfica por mais de duas décadas. Embora seja mais conhecide pelo seu papel diante das câmaras, tem trabalhado nos bastidores, nas áreas do marketing e da produção, há já o mesmo período de tempo. 
Há vinte anos, Shine Louise Houston fundou a Pink and White Productions, uma aclamada produtora independente de filmes para adultos queer e feminista que coloca no centro as pessoas queer, trans e de cor, que, desde então, expandiu-se com a PinkLabel TV e lançou o festival de cinema BLUSH. Todo o trabalho de Shine visa criar mais espaço e proporcionar uma representação precisa e respeitosa das suas comunidades, promovendo o reconhecimento, a aceitação e a capacitação, mesmo quando isso acontece através de um ecrã.

 

Kristian Petersen é cineasta, produtor, docente universitário e curador de cinema. Desde 2009, trabalha como moderador na Berlinale. É responsável pela programação de vários festivais internacionais de cinema e, desde 2015, de vários festivais de música.

 


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