Joy Boy: a Tribute to Julius Eastman
Mawena Yehouessi, Fallon Mayanja, Rob Jacobs, Victoire Karera Kampire, Paul Shemisi, Anne Reijniers
Experimental : 63' / Arte e Artistas, BIPOC, Performance, Vanguarda, Dança

Uma constelação de expressões cinematográficas, coreográficas e sonoras inspiradas na vida e obra do revolucionário músico e ativista Julius Eastman. A sua música — que ele descrevia como ‘orgânica’ — era conhecida pela sua estrutura lenta e cumulativa, apresentando frequentemente títulos com forte carga política, marcando tanto uma postura composicional radical como um gesto político intransigente. Desenrolando-se ao longo de quatro capítulos dedicados a quatro peças musicais, o filme é entrelaçado por uma montagem em camadas da voz de Eastman — interlúdios que ligam cada parte e ecoam a sua presença visionária.

 

/ Exibição

Lisboa
24 de Setembro | 16h15 | Cinema São Jorge - Sala Manoel de Oliveira
QL - Competição Queer Art

/ Detalhes

Ano: 2026

País: Bélgica, República Democrática do Congo, França

Língua: inglês

Legendas: inglês

Elenco: Julius Eastman, Alfi Lola Mulamba, Thony Yondo, Sanders Coccinelle, Naomie Kulemfuka & Dan Monga, Fallon Mayanja, Mawena Yehouessi

/ Realização

Mawena Yehouessi, Fallon Mayanja, Rob Jacobs, Victoire Karera Kampire, Paul Shemisi, Anne Reijniers

Bélgica, Congo, Ruanda


Mawena Yehouessi é curadora, investigadora e artista. Inspirada pelo afrofuturismo e pelos estudos afro-americanos, foi cofundadora do coletivo Black(s) to the Future (2015) e adora trabalhar em equipa. A sua prática assume múltiplas formas: desde a produção de exposições à realização cinematográfica, passando pela escrita crítica, poesia falada, tradução e dança contemporânea.

 

Fallon Mayanja é artista sonora, compositora e intérprete cuja prática envolve voz, música eletrónica e narração especulativa. Licenciada pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa com uma Pós-Graduação em Artes Sonoras e um Mestrado pelo INA GRM, a prática de Fallon tem as suas raízes na performance ao vivo. O seu trabalho explora a escuta como uma prática política e relacional, onde o som, a tecnologia e o ambiente funcionam como meios de troca interligados.

 

Rob Jacobs (ele/dele) é um cineasta e organizador que aborda a realização cinematográfica como uma forma de conversação. Juntamente com Paul Shemisi, Anne Reijniers e Nizar Saleh, cofundou o Collectif Faire-Part, um grupo cinematográfico belga-congolês, no qual tem trabalhado principalmente como montador. Com formação inicial em Psicologia, Rob mantém um forte interesse na interseção entre bem-estar e prática criativa.

 

Victoire Karera Kampire (1990) é uma realizadora e designer de som ruandesa-belga. É mestre em Novos Media e Sociedade (VUB) e licenciada em Artes Audiovisuais pela LUCA School of Arts. No cerne da sua busca artística está a noção de ausência, preenchendo os seus filmes — locais de arquivos alucinados e de experimentação na fronteira entre o documentário e a ficção — com presenças fantasmagóricas.

 

Paul Shemisi é um cineasta, diretor de fotografia e artista interdisciplinar congolês cuja prática tem as suas raízes na narrativa documental, na cultura visual e no envolvimento comunitário. Iniciou a sua carreira como assistente de câmara para equipas de filmagem internacionais em Kinshasa, tendo depois frequentado a formação em Les Ateliers Action (INSAS). A sua prática inclui também a fotografia e a música rap.

 

Anne Reijniers é uma cineasta, curadora e agricultora belga. Na sua prática artística, investiga a realização cinematográfica coletiva, a descolonização, a jardinagem anticapitalista e formas lentas de resistência baseadas no cuidado. É cofundadora do grupo cinematográfico belga-congolês Collectif Faire-Part, com quem desenvolve projetos cinematográficos colaborativos enraizados em histórias partilhadas e no envolvimento político. Desenvolve também projetos cinematográficos que abordam práticas ecológicas.

 

Foto: Caro

 


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