Vencedores

Queer Lisboa 22


Feature Film Competition
(Jury: Isabel Abreu, Marcos Rocha, Yann Gonzalez)

Best Feature Film: Los Objetos Amorosos (Spain, 2016), by Adrián Silvestre
“An intense and risky directorial exercise. A plunge that doesn't fear to fail. A journey that turns the spectator into an object, just like the film's characters, between fiction and documentary, anger and love”.

Best Actress: Laura Rojas Godoy and Nicole Costa, in Los Objetos Amorosos (Spain, 2016), by Adrián Silvestre
“Because we’ll never forget those two girls spitting on capitalistic society and trying to enjoy a bit of love, heat and freedom on their own road of loneliness, we’d like to award the raw, unpredictable and powerful performances of Nicole Costa and Laura Rojas Godoy in Los Objetos Amorosos by Adrian Silvestre”.
Best Actor: Owen Campbell in As You Are (USA, 2016), by Miles Joris-Peyrafitte
“For his delicate portrayal of a sensitive teenager, for the way he looks at his partner with the luminous eyes of someone falling in love for the first time”.
Special Mention: Corpo Elétrico (Brazil, 2016), by Marcelo Caetano

“Corpo Elétrico draws a set in which sexualized bodies of different generations, social classes, and races travel through different spaces of the city, without the burden of a non-hegemonic expression of sexuality overcoming the characters. It is not a simplification of sex and gender relations, but rather a sort of idyllic ethnography where the characters vociferate a powerful ‘Yes’, to their own existence and at the same time acknowledging the other. A film that, paraphrasing Caetano Veloso, ‘brings world into the world’”.

Audience Award: Close-Knit (Japan, 2017), by Naoko Ogigami


Documentary Competition
(Jury: Luísa Homem, Rui Filipe Oliveira, Sérgio Tréfaut)

Best Documentary: Small Talk (Taiwan, 2016), by Hui-Chen Huang
“Small Talk is a film with a surprising dramaturgy that reveals in small, great conversations the private history of a family: three generations, two mothers and two daughters. A lesbian mother and grandmother is questioned by the filmmaker's daughter about her identity and past life, with the intention of breaking silences and avoiding repetition of models of suffering”.
Special Mention: Vivir Y Otras Ficciones (Spain, 2016), by Jo Sol
“Vivir Y Otros Ficciones is an important film for cinematically approaching the sexual life of the ones with functional diversity and revealing how this theme remains taboo even within the most progressive universes. A film that should be viewed and debated by Portuguese society, the community portrayed and health professionals”.

Audience Award: Entre os Homens de Bem (Brazil, 2016), by Caio Cavechini and Carlos Juliano Barros
 

Short Film Competition
(Jury: Ana Moreira, Jorge Jácome, Francisco Moreira)

Best Short Film: Les Îles (France, 2017), by Yann Gonzalez
“For the security that shows in the construction of its plastic universe, by the way in this film the desire inhabits and manifests in different bodies, all recognize each other and all project”.
Special Mention: Coelho Mau (Portugal, France, 2017), by Carlos Conceição
“For the elegance in the composition of the mise-en-scène, where the director works in a singular way the theme of death and desire”.

Audience Award: Tailor (Brazil, 2017), by Calí dos Anjos

 
In My Shorts Competition
(Jury: João Villas-Boas, Nádia Henriques, Ricardo Vieira Lisboa)

Best School Short Film: Étage X (Germany, 2016), by Francy Fabritz
“By the meticulous management of expectations that gives us constant surprises and discomforts. By the virtuous use of the silences in the construction of comic moments and by the minutiae in the exploration of the dramaturgical details in a confined space. And yet to find a non-moralistic sexual tension in bodies and people tendentially represented as romantic and non-erotic”.
Special Mention: Loris Sta Bene (Italy, 2017), by Simone Bozzelli
“For demonstrating a great mastery of the grammar of cinema in its relation to the construction of the dilemma of its protagonist”.
Special Mention: Rute (Portugal, 2017), by Ricardo Branco.
“A film that chooses the pathway of queer empowerment by using a captivating scenic device”.

 
Queer Art Competition
(Jury: Carlota Lagido, Colby Keller, João Onofre)

Best Queer Art Film: Occidental (France, 2017), directed by Neïl Beloufa
“Because we all know that Italians don’t drink Coca-Cola, and because projected prejudice is one of the central problems of our times, we give the award to Occidental directed by Neïl Beloufa. The conceptual and formal characteristics of this audio-visual object reveal an in-depth attention to the construction of the set, the art direction and the history of melodramatic cinema”.
Special Mention: A Destruição de Bernardet (Brazil, 2016), directed by Claudia Priscilla and Pedro Marques
“A brilliant documentary that showcases a bigger than life, love and hate character, Jean Claude Bernardet, and because we all know that Belgium-Brazilians all eat butterflies”.


COMPETIÇÃO LONGAS-METRAGENS
(Júri: Leonor Silveira, Didier Roth-Bettoni, Hugo van der Ding)

Melhor Filme: Marilyn (Argentina, Chile, 2018, 80'), de Martín Rodríguez Redondo.
Primeira longa-metragem, com uma linguagem nunca manipuladora, um olhar realista que nos propõe um retrato de uma pesada sociedade. A batalha, perdida desde o seu início, da beleza e do horror onde a única libertação possível é pela tragédia, que não conhece um fim.


Melhor Atriz: Kristín Thóra Haraldsdóttir em And Breathe Normally (Islândia, Suécia, Bélgica, 2018, 100'), de Ísold Uggadóttir.
"Interpretação nobre e subtil, uma personagem sempre em controlo quando tudo naufraga à sua volta. A coragem de uma mulher".

Melhor Ator: Victor Polster em Girl (Bélgica, Holanda, 2018, 105'), de Lukas Dhont.
Ele vai além do género. Uma interpretação que atravessa fronteiras de género. Victor Polster é o filme.

Menção Especial: Tinta Bruta (Brasil, 2018, 118'), de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon.
Uma narrativa com uma linguagem orgânica sobre uma geração num universo agressivo. Um filme representativo de um país que se tornou uma prisão para as minorias e para a sua juventude.


Prémio do PúblicoGirl (Bélgica, Holanda, 2018, 105'), de Lukas Dhont.

COMPETIÇÃO DOCUMENTÁRIOS
(Júri: Esra Özban, Margarida Leitão, Rui Filipe Oliveira)



Melhor Documentário: Room for a Man (Líbano, EUA, 2017, 77'), de Anthony Chidiac.
O prémio do júri da Competição de Documentários vai para Room for a Man, de Anthony Chidiac, que corajosamente nos convida para o seu quarto em Beirute e expressa conflitos íntimos através de uma elaborada linguagem cinematográfica. Refletindo de forma delicada sobre os encontros consigo mesmo, com a sua família e com os ‘outros’, o ensaio poético e pessoal de Chidiac cria um quarto dentro do qual podemos partilhar a sua jornada.

Menção Especial: Cartas para um Ladrão de Livros (Brasil, 2017, 97'), de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros.
Os realizadores Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros relatam de forma meticulosa a história de Laéssio Rodrigues, cuja paixão por Carmen Miranda o tornou num talentoso ladrão de livros e num afamado ‘criminoso’. Expondo a podridão do sistema e as controversas alternativas queer de Laéssio, cheias de humor e sarcasmo, o filme confronta-nos com as fronteiras da ética, a hipocrisia da justiça e a dura realidade da luta de classes.


Prémio do PúblicoLunàdigas - ovvero delle Donne senza Figli (Itália, 2016, 78), de Nicoletta Nesler e Marilisa Piga.

COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS
(Júri: Maria Leite, Rob Eagle, Thomas Mendonça)



Melhor Curta-metragem: Would You Look at Her (Macedónia, 2017, 18'), de Goran Stolevski.
Passado numa comunidade religiosa da Macedónia, o filme é uma absurda comédia negra sobre uma adolescente queer que quebra convenções e sai vencedora. Trata-se um filme acutilante que tem muito a dizer aos espectadores para além dos seus 18 minutos.

Menção Especial: O Órfão (Brasil, 2018, 15'), de Carolina Markowicz.
“Pelo simples e belíssimo retrato desta realidade que nos pareceu muito relevante destacar. Baseado numa história real, trata-se de um comovente e terno retrato de um órfão queer em São Paulo”.



Prémio do PúblicoO Órfão (Brasil, 2018, 15'), de Carolina Markowicz.


COMPETIÇÃO IN MY SHORTS
(Júri: Ágata Pinho, Fernando Galrito, Marta Fernandes)



Melhor Curta-metragem de Escola Europeia: Mathias (Áustria, 2017, 30'), de Clara Stern.
A forma inteligente e humana como é construída uma personagem trans em toda a sua complexidade, nunca a reduzindo a um estereótipo. O modo como os espaços que a personagem habita – casa, trabalho e rua - se tornam essenciais à construção da personagem e daqueles com quem interage. Um filme tecnicamente bem construído com um espaço físico e sonoro que sustenta de forma coerente toda a narrativa.

Menção Especial: Three Centimetres (Reino Unido, 2017, 9'), de Lara Zeidan.
Um exercício cinematográfico que através do dispositivo e dos diálogos consegue passar de um espaço de diversão e partilha para um espaço claustrofóbico, abordando questões complexas como a sexualidade numa cultura segregadora.


COMPETIÇÃO QUEER ART
(Júri: Paula Arantzazu Ruiz, Ricardo Teixeira, Victor dos Reis)

Melhor Filme: Inferninho (Brasil, 2018, 82'), de Guto Parente e Pedro Diogenes.
“Pela sua poética visual e narrativa que transcende a dimensão teatral e celebra acima de tudo os seus protagonistas, ressaltando a sua ternura, vulnerabilidade e coragem. Refugiados e enclausurados num não lugar e num estado de espera, falam-nos da importância de nos abrirmos ao desconhecido e partir”.

Menção EspecialMartyr (Líbano, Itália, 2017, 84'), de Mazen Khaled.
Uma proposta visual portentosa e muito coreográfica que se afirma na dilatação do tempo das imagens, dos géneros artísticos e das crenças”.

Queer Porto 4


(Jury: António MV, Pedro Bessa, Sara Carinhas)
Best Film: I Am Truly a Drop of Sun on Earth (Switzerland, 2017), by Elene Naveriani
“This film offers us a moment in time, fixated by the effect of the light and the retina without subscribing to History. Made of time, in real environments and with people who tell their reality, performing it brilliantly in an impressive direction. We are plunged in the cruel world whose black and white is both a metaphor and a statement. A rigorous and careful portrait of two opposing worlds that feed each other”.
Audience Award: The Wound (South Africa, Germany, Netherlands, France, 2017), by John Trengove
Best Portuguese School Short Film: Quando o Dia Acaba (Portugal, 2017), by Pedro Gonçalves
"When the day ends [Quando o Dia Acaba], the affections continue through the sweet eyes of the children and of these mothers. However, this short documentary film almost looks like fiction, because it’s so rare to see a film object that portrays a family in such way. This short has a quality in its directing and editing that in 15 minutes manages to take us to this quiet and sensitive world, without filters and without film tricks”.
Special Mention: A Espera (Portugal, 2016), by Joana Alves
"For the rigor with which we are shown a subject that is still pertinent, sensitive and complex. A Espera deserves the Special Mention, for the direct, linear, correct and very factual way in which it was built.

(Júri: Da Mata, Tiago Alves, Liad Hussein Kantorowicz)

COMPETIÇÃO MELHOR FILME

Melhor Filme: Soldiers. Story from Ferentari (Roménia, Sérvia, Bélgica, 2017, 119'), de Ivana Mladenovic
Excelente filme que vem questionar a cisheteronormatividade romena que disciplina e controla corpos e desejos, causando sofrimento a quem ousa ser diferente. Numa perspectiva queer, o filme materializa-se no questionamento das demandas feitas a partir da construção da masculinidade, em outras palavras, chama a atenção para as normas que os criam.

Menção Especial: The Rest I Make Up (EUA, 2018, 79'), de Michelle Memran.
"No labirinto de Maria Irene Fornés, os fios são desatados pela realizadora Michelle Memran. Não só com o poder de se transformar e se colocar também em questão, Memran foge da estigmatização habitualmente associada ao sujeito com Alzheimer’s. É uma verdadeira ode à amizade".

Prémio do Público: Dykes, Camera Action! (EUA, 2018, 57'), de Caroline Berler.


COMPETIÇÃO in my shorts

Melhor Curta de Escola Portuguesa: Brthr (Portugal, Espanha, 2017, 8'), de Inma Veiga
"“Brthr” é uma biografia ficcionalizada que fortifica o sentimento de irmandade e de acolhimento afetivo a alguém que se encontra fora do lugar".