Vencedores

Queer Lisboa 20

COMPETIçÃO LONGAS-METRAGENS
Melhor Longa-Metragem
Antes o Tempo Não Acabava de Sérgio Andrade, Fábio Baldo

Melhor Atriz
Julia Lübbert (Rara)

Melhor Ator
Anderson Tikuna (Antes o Tempo Não Acabava)

Prémio do Público
Rara de Pepa San Martín


COMPETIÇÃO DOCUMENTÁRIOS
Melhor Documentário
Irrawaddy Mon Amour de Valeria Testagrossa, Nicola Grignani, Andrea Zambelli

Menção Especial
Coming Out de Alden Peters

Prémio do Público
Waiting for B. de Abigail Spindel e Paulo César Toledo


COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS
Melhor Curta-Metragem
1992 de Anthony Doncque

Menção Especial
Como En Arcadia de Jordi Estrada

Prémio do Público
Pink Boy de Erick Rockey


COMPETIÇÃO IN MY SHORTS
Melhor Curta-Metragem de Escola
Children, Madonna and Child, Death and Transfiguration de Ricardo Vieira Lisboa

Melhor Curta-Metragem de Escola - Menções Especiais

Climax de Fulvio Balmer Rebullida
La Tana de Lorenzo Caproni


COMPETIÇÃO Queer Art

Melhor Filme
A Paixão de JL de Carlos Nader

Menção Especial
Trilogie de nos vies défaites de Vincent Dieutre

Declarações Júri/QL

COMPETIÇÃO LONGAS-METRAGENS
Melhor Longa-Metragem
Antes o Tempo Não Acabava de Sérgio Andrade, Fábio Baldo

"O prémio de Melhor Longa-Metragem vai para Antes o Tempo Não Acabava, de Sérgio Andrade e Fábio Baldo, pela sua abordagem complexa do que um filme queer pode ser. O filme questiona de um ponto de vista sexual, geográfico, cultural, étnico e politico e evite quaisquer estereótipos. O filme é bem-sucedido em criar uma estética cinematográfica muito interessante que combina documentário com ficção de uma forma pouco habitual de forma a permitir que as personagens se tornem os autores dos seus próprios retratos não convencionais. O filme demonstra, por isso, o que é sempre foram identidades: um processo sempre em mudança que surge de construções internas e externas.

Melhor Atriz
Julia Lübbert (Rara)

"
O prémio de Melhor Atriz vai para Julia Lübbert do filme Rara (Argentina, Chile), de Pepa San Martín, uma jovem e talentosa atriz com uma interpretação nada sentimental, confiante e brilhante. Está destinada a um grande futuro."

Melhor Ator
Anderson Tikuna (Antes o Tempo Não Acabava)

"O prémio de Melhor Ator vai para Anderson Tikuna, do filme Antes o Tempo Não Acabava, de Sérgio Andrade e Fábio Baldo, do Brasil. Com a sua interpretação frágil, subtil e poderosa, Anderson Tikuna dá-nos uma representação multifacetada de um homem que traça, com honestidade, o seu caminho através de mundos potencialmente conflituosos a nível social e sexual."

Júri:
Andrea Inzerillo
Rodrigo Gerace
Susanne Sachsse

 

COMPETIÇÃO DOCUMENTÁRIOS
Melhor Documentário
Irrawaddy Mon Amour de Valeria Testagrossa, Nicola Grignani, Andrea Zambelli

"Um filme que se constrói através de delicadeza e calma, levando-nos por um mundo singular; que nos traz uma comunidade que procura resistir num contexto social violento, organizando-se a partir da cooperação entre indivíduos, da amizade e do amor, recusando normas identitárias de género ou sexualidade. Este filme é composto por imagens de enorme beleza, um ritmo e uma poética em que conflito e harmonia se complementam, mostrando-nos um mundo onde nos apetece estar.”

Menção Especial
Coming Out de Alden Peters

"

Este filme pega num assunto que regularmente é considerado um cliché gay através da integridade pessoal e de um questionamento inteligente que cria uma perspetiva generosa que se relaciona com qualquer um que lute em expressar a sua identidade dentro da sociedade. O realizador e protagonista revela uma grande coragem em traçar o seu caminho, desde os tempos de adolescente paranoico até ao adulto que quer colocar questões e iniciar discussões. No documentário ele recorre a entrevistas com pessoas fascinantes, motivando assim os espectadores a compreenderem os seus próprios conflitos pela associação com outras pessoas inspiradoras. Queremos com esta Menção Especial a Coming Out encorajar Alden Peters a continuar a fazer filmes curiosos, expressivos e desafiantes."


Júri:
Cíntia Gil
Rui Filipe Oliveira
Sophie Monks Kaufman


COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS

Melhor Curta-Metragem
1992 de Anthony Doncque

"Pelo desempenho do actor principal que expressa com sensualidade o limbo entre o desejo ficcional e a experiência real. Pela construção narrativa muito bem elaborada através de uma aproximação pessoal à memória, abordando diferentes temáticas, onde se destaca a relação entre pai e filho, surpreendendo-nos constantemente. Pela forma tocante como revela a descoberta da sexualidade no contexto do início dos anos 90, o júri decidiu premiar como melhor curta-metragem o filme 1992 de Anthony Doncque."

Menção Especial
Como En Arcadia de Jordi Estrada

"O Júri decidiu atribuir uma menção honrosa, para além do prémio, a um filme que explora a nostalgia entre a beleza de um paraíso perdido e o lado mais marginal dos que o habitam. Uma obra que trabalha na aparência uma realidade pacífica, mas que na verdade é marcada pelo seu lado sombrio. A menção honrosa é atribuída ao filme Como En Arcadia, de Jordi Estrada."


Júri:
Benoît Arnulf
Aya Koretzky
José Chaíça


COMPETIÇÃO IN MY SHORTS
Melhor Curta-Metragem de Escola
Children, Madonna and Child, Death and Transfiguration de Ricardo Vieira Lisboa

"O prémio In My Shorts vai para Children, Madonna and Child, Death and Transfiguration, de Ricardo Vieira Lisboa, um filme que, utilizando imagens das curtas-metragens de Terence Davies, ousa criar uma linguagem distinta sobre uma narrativa tríptica e constrói o seu espaço cinematográfico próprio num universo queer."

Menções Especiais
Climax de Fulvio Balmer Rebullida
La Tana de Lorenzo Caproni

“O júri decidiu atribuir duas menções a dois filmes que de forma muito distinta exploram a sexualidade em toda a sua fantasia e para lá das convenções. La Tana (Itália, 2015), de Lorenzo Caproni, evidencia-se a forma controlada de como o autor trabalha a complexidade predatória e obsessiva da personagem principal. Em Climax (Suíça, 2015), de Fulvio Balmer Rebullida, a personagem principal descobre de forma divertida e versátil a sua sexualidade para lá da normatividade dos corpos. Em ambos os filmes sobressai a liberdade com que se explora o desejo, o corpo e os seus limites.”

Júri:
André Marques
João Arrais
Margarida Moz

COMPETIÇÃO Queer Art

Melhor Filme
A Paixão de JL de Carlos Nader

“O júri atribuiu o prémio Queer Art a Carlos Nader com o seu filme A Paixão de JL que traz ao público a voz e a arte de José Leonilson com sensibilidade e eloquência. Este filme consegue transmitir a vida e a morte do artista sem recorrer à sua presença ou a sentimentalismos.” 

Menção Especial
Trilogie de nos vies défaites de Vincent Dieutre

“O júri decidiu atribuir uma Menção Especial a Vincent Dieutre pela visão profunda e clara na exploração do descorporalização que o mundo digital trouxe.”

Júri:
James Mackay 
Rogério Taveira
Roy Dib

Queer Porto 2

COMPETIÇÃO OFICIAL
Melhor Filme
Te Prometo Anarquía de Julio Hernández Cordón

Melhor Curta-Metragem de Escola
Viagem de José Magro

Prémio do Público
La Vanité de Lionel Baier

Declarações Júri/QP

COMPETIÇÃO OFICIAL
Melhor Filme
Te Prometo Anarquía de Julio Hernández Cordón

Te Prometo Anarquía, de Julio Hernández Cordón, é um filme belo de uma grande vitalidade e naturalismo – apesar de abordar um assunto difícil – miúdos de rua que sobrevivem ao vender plasma sanguíneo – mas fá-lo com um toque leve. O filme convida o espectador com grande subtileza, permitindo-nos ver estes miúdos de rua com ternura e dimensão. O filme capta a inocência e a admiração infantil dentro de um mundo urbano agreste. Nunca se perde o mundo do skateboarding e descobre-se, através de formas visuais inventivas, o papel central do skate. O filme evite clichés sobre a sexualidade na adolescência e capta uma visão fresca e moderna da variedade de expressões sexuais e é engrandecido por uma câmara intimista e arrojada. A utilização da música é surpreendente e entrelaça várias referências culturais numa voz mexicana distinta.”

Melhor Curta-Metragem de Escola
Viagem de José Magro

“O filme capta um mundo nitidamente português sem nos mostrar o que já sabíamos. Com relativamente poucos diálogos e uma ênfase no comportamento e no mistério do rosto humano, o espectador é levado numa viagem épica através de pequenos momentos, sugerindo uma grande emoção sob uma superfície tranquila. Esta curta-metragem manteve-se na memória depois de vista. A interpretação central de Alex é poderosa, repleta de subtextos e de momentos verdadeiros.

Júri:
Júlio Dolbeth
Tom Kalin
Sandra Lopes