Vencedores

Queer Lisboa 21


Competição de Longas-Metragens
(Júri: Isabel Abreu, Marcos Rocha, Yann Gonzalez)

Melhor Longa-Metragem: Los Objetos Amorosos (Espanha, 2016), de Adrián Silvestre

“Um exercício de realização intenso e arriscado. Um mergulho que parece não ter medo de falhar. Uma viagem que transforma o espectador num objeto, tal como as personagens, entre a ficção e o documental, a raiva e o amor”.

Melhor Atriz: Laura Rojas Godoy e Nicole Costa, em Los Objetos Amorosos (Espanha, 2016), de Adrián Silvestre
“Porque nunca vão esquecer estas duas mulheres a cuspir na sociedade capitalista e tentar desfrutar um pouco de amor, de calor e liberdade no seu próprio caminho de solidão. Gostaríamos de premiar as interpretações cruas, imprevisíveis e poderosas de Nicole Costa e Laura Rojas Godoy em Los Objetos Amorosos de Adrián Silvestre”.
Melhor Ator: Owen Campbell em As You Are (EUA, 2016), de Miles Joris-Peyrafitte
“Pelo seu retrato delicado de um adolescente sensível, pela maneira como olha para o parceiro com os olhos luminosos de alguém que se está a apaixonar pela primeira vez”.
Menção Especial: Corpo Elétrico (Brasil, 2016), de Marcelo Caetano

“Corpo Elétrico configura um cenário onde corpos sexuados de distintas gerações, classes sociais e raças transitam por espaços diversos da cidade sem que a questão da expressão das sexualidades não hegemónicas se caracterize como um problema para o conjunto dos personagens. Não se trata de uma simplificação da complexidade das relações de sexo/género, é antes uma espécie de etnografia idílica onde as principais personagens estão a afirmar um poderoso ‘Sim’ às suas próprias existências, bem como à existência do outro. Um filme que, como diria Caetano Veloso, ‘pode lançar mundo no mundo’”.

Prémio do Público: Close-Knit (Japão, 2017), de Naoko Ogigami


Competição de Documentários
(Júri: Luísa Homem, Rui Filipe Oliveira, Sérgio Tréfaut)

Melhor Documentário: Small Talk (Taiwan, 2016), de Hui-Chen Huang
“Small Talk é um filme com uma dramaturgia surpreendente que revela em pequenas, grandes conversas a história privada de uma família: três gerações, duas mães e duas filhas. Uma mãe e avó lésbica é questionada pela filha realizadora, sobre a sua identidade e vida passada, com o intuito de quebrar silêncios e evitar a repetição de modelos de sofrimento”.
Menção Especial: Vivir Y Otras Ficciones (Espanha, 2016), de Jo Sol
“Vivir Y Otras Ficciones é um filme importante por abordar cinematográficamente a vida sexual dos portadores de diversidade funcional e revelar como este tema se mantém tabu mesmo dentro dos universos mais progressistas. Um filme que devia ser visionado e debatido pela sociedade portuguesa, pela comunidade retratada e pelos profissionais de saúde”.

Prémio do Público: Entre os Homens de Bem (Brasil, 2016), de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros
 

Competição de Curtas-Metragens
(Júri: Ana Moreira, Jorge Jácome, Francisco Moreira)

Melhor Curta-Metragem: Les Îles (França, 2017), de Yann Gonzalez
“Pela segurança que demonstra na construção do seu universo plástico, pela forma como neste filme o desejo habita e se manifesta em diferentes corpos, todos se reconhecem e todos se projetam”.
Menção Especial: Coelho Mau (Portugal, França, 2017), de Carlos Conceição
“Pela elegância na composição da mise-en-scéne, onde o realizador trabalha de forma singular o tema da morte e do desejo”.

Prémio do Público: Tailor (Brasil, 2017), de Calí dos Anjos

 
Competição In My Shorts
(Júri: João Villas-Boas, Nádia Henriques, Ricardo Vieira Lisboa)

Prémio Melhor Curta-Metragem de Escola: Étage X (Alemanha, 2016), de Francy Fabritz
“Pela gestão meticulosa das expectativas que nos proporciona constantes surpresas e desconfortos. Pela utilização virtuosa dos silêncios na construção dos tempos cómicos e pela minúcia na exploração dos detalhes dramatúrgicos num espaço confinado. E ainda por encontrar uma tensão sexual não-moralista em corpos e pessoas tendencialmente representadas como românticas e não-eróticas”.
Menção Especial: Loris Sta Bene (Itália, 2017), de Simone Bozzelli
“Pela demonstração de um enorme domínio da gramática do cinema na sua relação com a construção do dilema do seu protagonista”.
Menção Especial: Rute (Portugal, 2017), de Ricardo Branco.
“Utilizando um cativante dispositivo cénico, este filme escolhe a via do empoderamento queer”.

 
Competição Queer Art
(Júri: Carlota Lagido, Colby Keller, João Onofre)

Melhor Filme: Occidental (França, 2017), de Neïl Beloufa
“Porque todos nós sabemos que os italianos não bebem Coca-Cola e porque o preconceito projetado é um dos problemas centrais do nosso tempo. As características conceptuais e formais deste objeto audiovisual revelam uma profunda atenção na construção do cenário, da direção de arte e da história do cinema melodramático”.
Menção Especial: A Destruição de Bernardet (Brasil, 2016), de Claudia Priscilla e Pedro Marques
“Documentário brilhante que apresenta uma personagem maior que a vida de amor e ódio: Jean Claude Bernardet. Porque todos nós sabemos que os belgo-brasileiros comem borboletas”.


 

COMPETIÇÃO LONGAS-METRAGENS
(Júri: Isabel Abreu, Marcos Rocha, Yann Gonzalez)



Melhor Longa-Metragem: Los Objetos Amorosos (Espanha, 2016), de Adrián Silvestre
“Um exercício de realização intenso e arriscado. Um mergulho que parece não ter medo de falhar. Uma viagem que transforma o espectador num objeto, tal como as personagens, entre a ficção e o documental, a raiva e o amor”.


Melhor Atriz: Laura Rojas Godoy e Nicole Costa, em Los Objetos Amorosos (Espanha, 2016), de Adrián Silvestre
“Porque nunca vão esquecer estas duas mulheres a cuspir na sociedade capitalista e tentar desfrutar um pouco de amor, de calor e liberdade no seu próprio caminho de solidão. Gostaríamos de premiar as interpretações cruas, imprevisíveis e poderosas de Nicole Costa e Laura Rojas Godoy em Los Objetos Amorosos de Adrián Silvestre”.

Melhor Ator: Owen Campbell em As You Are (EUA, 2016), de Miles Joris-Peyrafitte
“Pelo seu retrato delicado de um adolescente sensível, pela maneira como olha para o parceiro com os olhos luminosos de alguém que se está a apaixonar pela primeira vez”.

Menção Especial: Corpo Elétrico (Brasil, 2016), de Marcelo Caetano

“Corpo Elétrico configura um cenário onde corpos sexuados de distintas gerações, classes sociais e raças transitam por espaços diversos da cidade sem que a questão da expressão das sexualidades não hegemónicas se caracterize como um problema para o conjunto dos personagens. Não se trata de uma simplificação da complexidade das relações de sexo/género, é antes uma espécie de etnografia idílica onde as principais personagens estão a afirmar um poderoso ‘Sim’ às suas próprias existências, bem como à existência do outro. Um filme que, como diria Caetano Veloso, ‘pode lançar mundo no mundo’”.


Prémio do Público: Close-Knit (Japão, 2017), de Naoko Ogigami



COMPETIÇÃO DOCUMENTÁRIOS
(Júri: Luísa Homem, Rui Filipe Oliveira, Sérgio Tréfaut)



Melhor Documentário: Small Talk (Taiwan, 2016), de Hui-Chen Huang
“Small Talk é um filme com uma dramaturgia surpreendente que revela em pequenas, grandes conversas a história privada de uma família: três gerações, duas mães e duas filhas. Uma mãe e avó lésbica é questionada pela filha realizadora, sobre a sua identidade e vida passada, com o intuito de quebrar silêncios e evitar a repetição de modelos de sofrimento”.

Menção Especial: Vivir Y Otras Ficciones (Espanha, 2016), de Jo Sol
“Vivir Y Otras Ficciones é um filme importante por abordar cinematográficamente a vida sexual dos portadores de diversidade funcional e revelar como este tema se mantém tabu mesmo dentro dos universos mais progressistas. Um filme que devia ser visionado e debatido pela sociedade portuguesa, pela comunidade retratada e pelos profissionais de saúde”.


Prémio do Público: Entre os Homens de Bem (Brasil, 2016), de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros


COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS
(Júri: Ana Moreira, Jorge Jácome, Francisco Moreira)



Melhor Curta-Metragem: Les Îles (França, 2017), de Yann Gonzalez
“Pela segurança que demonstra na construção do seu universo plástico, pela forma como neste filme o desejo habita e se manifesta em diferentes corpos, todos se reconhecem e todos se projetam”.

Menção Especial: Coelho Mau (Portugal, França, 2017), de Carlos Conceição
“Pela elegância na composição da mise-en-scéne, onde o realizador trabalha de forma singular o tema da morte e do desejo”.



Prémio do Público: Tailor (Brasil, 2017), de Calí dos Anjos


COMPETIÇÃO IN MY SHORTS
(Júri: João Villas-Boas, Nádia Henriques, Ricardo Vieira Lisboa)



Prémio Melhor Curta-Metragem de Escola: Étage X (Alemanha, 2016), de Francy Fabritz
“Pela gestão meticulosa das expectativas que nos proporciona constantes surpresas e desconfortos. Pela utilização virtuosa dos silêncios na construção dos tempos cómicos e pela minúcia na exploração dos detalhes dramatúrgicos num espaço confinado. E ainda por encontrar uma tensão sexual não-moralista em corpos e pessoas tendencialmente representadas como românticas e não-eróticas”.

Menção Especial: Loris Sta Bene (Itália, 2017), de Simone Bozzelli
“Pela demonstração de um enorme domínio da gramática do cinema na sua relação com a construção do dilema do seu protagonista”.

Menção Especial: Rute (Portugal, 2017), de Ricardo Branco
“Utilizando um cativante dispositivo cénico, este filme escolhe a via do empoderamento queer”.


COMPETIÇÃO QUEER ART
(Júri: Carlota Lagido, Colby Keller, João Onofre)



Melhor Filme: Occidental (França, 2017), de Neïl Beloufa
“Porque todos nós sabemos que os italianos não bebem Coca-Cola e porque o preconceito projetado é um dos problemas centrais do nosso tempo. As características conceptuais e formais deste objeto audiovisual revelam uma profunda atenção na construção do cenário, da direção de arte e da história do cinema melodramático”.

Menção Especial: A Destruição de Bernardet (Brasil, 2016), de Claudia Priscilla e Pedro Marques
“Documentário brilhante que apresenta uma personagem maior que a vida de amor e ódio: Jean Claude Bernardet. Porque todos nós sabemos que os belgo-brasileiros comem borboletas”.

Queer Porto 3


(Júri: António MV, Pedro Bessa, Sara Carinhas)

Melhor Filme: I Am Truly a Drop of Sun on Earth (Suíça, 2017), de Elene Naveriani
“Este filme dá-nos um momento no tempo, que se fixa pelo efeito da luz e da retina sem se inscrever na História. Feito de tempo, nos ambientes reais e com as pessoas que contam a sua realidade, interpretando-a brilhantemente sob uma direção impressionante. Somos mergulhados no cruel mundo cujo preto e branco é ao mesmo tempo metáfora e afirmação. Rigoroso e cuidado retrato de dois mundos que se opõem ao mesmo tempo que se alimentam”.
Prémio do Público: The Wound (África do Sul, Alemanha, Holanda, França, 2017), de John Trengove
Melhor Curta-Metragem de Escola Portuguesa: Quando o Dia Acaba (Portugal, 2017), de Pedro Gonçalves
“Quando o dia acaba continuam os afetos através do olhar doce dos filhos e destas mães. No entanto, esta curta-metragem documental quase parece ficção, por ser tão rara a existência de um objeto de cinema que retrate assim uma família. Esta curta tem uma qualidade de realização e montagem que em 15 minutos consegue levar-nos a este mundo tranquilo e sensível, sem filtros e sem truques do cinema”.
Menção Especial: A Espera (Portugal, 2016), de Joana Alves
 “Pelo rigor com que nos é mostrado um assunto ainda pertinente, sensível e complexo. A Espera merece a Menção Especial, pela forma direta, linear, correta e muito factual com que foi construída”.


(Júri: António MV, Pedro Bessa, Sara Carinhas)



COMPETIÇÃO MELHOR FILME

Melhor Filme: I Am Truly a Drop of Sun on Earth (Suíça, 2017), de Elene Naveriani
“Este filme dá-nos um momento no tempo, que se fixa pelo efeito da luz e da retina sem se inscrever na História. Feito de tempo, nos ambientes reais e com as pessoas que contam a sua realidade, interpretando-a brilhantemente sob uma direção impressionante. Somos mergulhados no cruel mundo cujo preto e branco é ao mesmo tempo metáfora e afirmação. Rigoroso e cuidado retrato de dois mundos que se opõem ao mesmo tempo que se alimentam”.

Prémio do Público: The Wound (África do Sul, Alemanha, Holanda, França, 2017), de John Trengove

 

COMPETIÇÃO IN MY SHORTS

Melhor Curta-Metragem de Escola Portuguesa: Quando o Dia Acaba (Portugal, 2017), de Pedro Gonçalves
“Quando o dia acaba continuam os afetos através do olhar doce dos filhos e destas mães. No entanto, esta curta-metragem documental quase parece ficção, por ser tão rara a existência de um objeto de cinema que retrate assim uma família. Esta curta tem uma qualidade de realização e montagem que em 15 minutos consegue levar-nos a este mundo tranquilo e sensível, sem filtros e sem truques do cinema”.

Menção Especial: A Espera (Portugal, 2016), de Joana Alves
“Pelo rigor com que nos é mostrado um assunto ainda pertinente, sensível e complexo. A Espera merece a Menção Especial, pela forma direta, linear, correta e muito factual com que foi construída”.