Os Festivais

Geral

O Festival Internacional de Cinema Queer

O

Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer é o primeiro festival nacional criado com o propósito específico de exibir novas propostas cinematográficas de temática gay, lésbica, bissexual, transgénero e transsexual, um género cunhado internacionalmente como Cinema Queer. Este é um cinema que irrompe com crescente expressão nos grandes festivais de cinema internacionais e é objetivo do Queer Lisboa o de programar o que de mais relevante em termos estéticos e narrativos se faz no panorama mundial, visando colmatar o facto de esta cinematografia ser de acesso restrito ao grande público.

Os filmes programados são organizados nas Competições para Melhor Longa-Metragem, Documentário, Curta-Metragem, Filme de Escola (formato curta-metragem) e Queer Art, esta última dedicada ao cinema de cariz mais experimental. Paralelamente à programação central, são organizadas secções fora de competição, sessões especiais e ciclos temáticos dedicados a um realizador, tema ou pais, retrospetivas sobre representações da homossexualidade na história do cinema, secções dedicadas a subgéneros do Cinema Queer, bem como um conjunto de atividades paralelas, como workshops ou a organização de exposições e instalações.

Criado em 1997, o Queer Lisboa é hoje o mais antigo festival de cinema da cidade de Lisboa, tendo ao longo dos anos consolidado a sua reputação a nível internacional, sendo neste momento um dos festivais do género mais reconhecidos a nível europeu e mundial, pela qualidade da sua programação e atividades, bem como pelos convidados que a ele atrai.

O Queer Lisboa tem estabelecido também relações privilegiadas com alguns dos principais festivais congéneres europeus e mundiais, com os quais participa regularmente em atividades de permuta de programação, criação de redes de intercâmbio cultural e formativo, e aos quais os seus programadores se deslocam regularmente. Estas redes revelam-se também fundamentais para a divulgação do cinema português além-fronteiras.

Em 2015, a Associação Cultural Janela Indiscreta inaugurou na Cidade do Porto a primeira edição do Queer Porto - Festival Internacional de Cinema Queer.

A ter lugar na primeira quinzena do mês de Outubro, o Queer Porto pretende apresentar na cidade algumas das obras e criadores mais emblemáticos e as tendências mais emergentes do Cinema e Cultura Queer, numa proposta multidisciplinar que articula vários espaços da cidade do Porto, confrontando diversas linguagens artísticas, sempre em articulação com o cinema.

O Queer Porto conta com uma Competição para a Melhor Longa-Metragem de ficção ou documental, cujas sessões decorrem no Teatro Municipal Rivoli, e também com uma Competição de Filmes de Escola. As sessões de curtas-metragens, instalações-vídeo e performances, decorrem paralelamente nos espaços da malavoadora.porto, Maus Hábitos e Galeria Wrong Weather.

O Festival conta igualmente com a presença no Porto dos realizadores dos filmes, organizando também atividades educativas, bem como atividades de caráter mais lúdico, procurando a divulgação e captação de público para o evento.

Categorias e Prémios

Competição Queer Lisboa

CompetiÇÃO para a Melhor Longa-Metragem

Selecção de 8 longas-metragens produzidas no ano anterior e ano de realização do Festival.

Prémios

  • Melhor Filme: 1.000 € (patrocinado pela Lufthansa)
  • Melhor Actriz: prémio de menção
  • Melhor Actor: prémio de menção

CompetiÇÃO para o Melhor Documentário

Selecção de 8 documentários produzidos no ano anterior e ano de realização do Festival.

Prémio

  • Melhor Documentário: 3.000 € (patrocinado pela RTP2)

CompetiÇÃO para a Melhor Curta-Metragem

Selecção de até 22 curtas-metragens, de ficção e documentais, produzidas no ano anterior e ano de realização do Festival.

Prémio

  • Melhor Filme: 1.500 € (patrocinado pela RTP2)

Competição In My Shorts

Selecção de um máximo de 15 curtas-metragens realizadas no âmbito curricular de uma Escola de Cinema Europeia e produzidas no ano anterior e ano de realização do Festival. A competição inclui um programa formativo de dois dias constituído por workshops criados especificamente para os estudantes em competição assim como actividades de networking.

Prémio

  • Melhor Filme: prémio não-monetário, sob a forma de equipamento vídeo e/ou serviços.

COMPETIÇÃO QUEER ART

Secção onde o cinema se cruza com as artes plásticas, sob duas perspectivas: por um lado, uma mostra de produções recentes que exploram os limites das linguagens, géneros e narrativas cinematográficas; e, por outro, obras documentais e de ficção que retratam personagens de renome do mundo das artes queer. Nesta secção (máximo de 8 filmes) cabem igualmente filmes que retratem novas tendências da teoria queer.  

Prémio

  • Melhor Filme: 1.000 € (patrocinado pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa)


Competição Queer Porto

COMPETIÇÃO PARA O MELHOR FILME

Selecção de 8 longas-metragens e documentários produzidos no ano anterior e ano de realização do Festival.

Prémio

  • Melhor Filme: 3.000 € (patrocinado pela RTP2)

COMPETIÇÃO IN MY SHORTS

Selecção de um máximo de 12 curtas-metragens realizadas no âmbito curricular de uma Escola de Cinema ou Audiovisual, ou de artistas menores de 30 anos, da Região Norte de Portugal, produzidas no ano anterior e ano de realização do Festival. A competição inclui um programa formativo de dois dias constituído por masterclasses para os estudantes em competição assim como actividades de networking.

Prémio

  • Melhor Filme: prémio não-monetário, sob a forma de equipamento vídeo e/ou serviços.


Fora de Competição

Sessões Especiais

Sessões isoladas de longas-metragens e / ou documentários, apresentados em contexto próprio, tais como antestreias nacionais, integradas numa efeméride específica, como parte das actividades paralelas do Queer Lisboa ou do Queer Porto, ou em colaboração com outra entidade.

Filmes da gala de abertura e de encerramento do Festival.

PANORAMA

Mostra de longas-metragens de fição, fora de competição que, pela sua pertinência estética, temática e narrativa, os programadores do Queer Lisboa entendem como meritórias de destaque. Tratam-se de produções de maior orçamento, podendo esta seção incluir antestreias nacionais. A secção inclui seis títulos.

queer focus

Longas e curtas-metragens de ficção e documentais, de produção recente ou apresentadas em programas de retrospectiva em homenagem a um realizador, actor, distribuidor / produtor, sobre um tema específico, ou dedicadas a um país.

Queer Pop

Programa de Documentários musicais e de telediscos internacionais e portugueses.

Noites Hard

Produções recentes e filmes vintage de carácter marginal, explorando os limites da representação explícita da sexualidade.

Regulamento

 

Artigo Primeiro | Organização, Objetivos e Política

1.1. O Queer Lisboa (QL) e o Queer Porto (QP) – Festivais Internacionais de Cinema Queer, são organizados pela Associação Cultural Janela Indiscreta (ACJI), uma Associação sem fins lucrativos.

1.2. O QL e o QP são subsidiados por instituições públicas e privadas, por meio de protocolos renovados anualmente, sendo abertos ao público em geral.

1.3. O QL e o QP são eventos anuais, que têm lugar na cidade de Lisboa no decorrer do mês de setembro, por um período de nove dias, e na cidade do Porto no decorrer do mês de outubro, por um período de cinco dias.

1.4. O QL e o QP têm por objetivo a exibição e promoção de filmes de grande qualidade, de temática gay, lésbica, bissexual, transsexual, transgénero e queer.

1.5. Sem prejuízo da liberdade de expressão do seu realizador, certas linguagens verbais ou gráficas, bem como pontos de vista expressos dos filmes selecionados, não refletem necessariamente aqueles dos Programadores dos Festivais e/ou da Associação Cultural Janela Indiscreta.

1.6. O QL e o QP procuram, anualmente, complementar as exibições cinematográficas com uma série de eventos, sejam eles debates, conferências, palestras, performances, venda de livros e DVD, exposições, master classes, workshops, festas, ou outros, dentro e fora dos períodos dos eventos.

1.7. Sempre que tal se proporcionar, podem ocorrer extensões do QL e do QP em outras cidades portuguesas, em parceria e coprodução com instituições públicas e/ou privadas.

1.8. O QL e o QP selecionam filmes de todas as origens geográficas, não obstante qualquer situação política ou social de alguma forma relevante nesse momento da História.

1.9. É política do QL e do QP dar prioridade à produção cinematográfica nacional, sempre que os Programadores do Festival entendam que uma nova produção corresponde às especificidades programáticas dos Festivais. Esta política é extensível a toda a produção cinematográfica de língua portuguesa de qualquer origem geográfica. É também política do QL e do QP a promoção do cinema português junto de Festivais Internacionais de Cinema.

1.10. O QL e o QP têm como política de programação a exibição de filmes recentes, produzidos no mesmo ano ou no ano anterior ao da realização dos Festivais, independentemente da sua origem geográfica, participação em outros Festivais Internacionais de Cinema e de prémios já ganhos. Estes filmes devem ser inéditos comercialmente em Portugal, a não ser que os Programadores dos Festivais os considerem de elevada importância para a programação. É também política do QL e do QP a programação anual de ciclos retrospetivos dedicados a um realizador, sobre um determinado tema, dedicados a um país, ou outros.

1.11. É política de programação do QL e do QP a exibição e promoção de primeiras obras de jovens realizadores.

1.12. É política do QL e do QP a prática de venda de ingressos a baixo custo, menor do que aqueles praticados pelos cinemas comerciais, a não ser que tal não seja possível por razões contratuais com as empresas ou instituições gestoras dos Cinemas onde se realizam os Festivais.

1.13. É política do QL e do QP a integração de filmes selecionados em ciclos temáticos e programas partilhados. Um filme pode partilhar a sessão com um ou mais filmes, particularmente tratando-se de uma curta-metragem.

1.14. Membros de Associações LGBT Portuguesas têm direito a um desconto no ingresso para todas as sessões de cinema, a não ser que tal não seja possível por razões contratuais com as empresas ou instituições gestoras dos Cinemas onde se realizam os Festivais. O desconto é apenas válido mediante apresentação de documento de identificação, junto da bilheteira e estabelecimento de acordo prévio com o Festival, nesse sentido. A percentagem do desconto é determinada anualmente. A ACJI reserva-se, no entanto, ao direito de seleção das mesmas Associações, em termos da sua relevância no panorama nacional, em termos das suas relações institucionais com a ACJI e/ou por contingências relativamente ao volume de ingressos com desconto a serem emitidos.

1.15. O convite a Convidados Oficiais dos Festivais está dependente do apoio de instituições públicas e privadas para tal. O QL e o QP reservam-se, no entanto, o direito de destinar uma percentagem do seu orçamento global para o convite direto a determinadas personalidades, sempre que os Programadores dos Festivais entendam a sua presença como da maior relevância para os eventos.

1.16. A equipa do QL e do QP é composta por um Diretor Artístico e um Diretor, que compõem a Direção dos Festivais; seis Programadores, aos quais se poderão juntar, anualmente, Programadores Convidados; um Consultor, membro da Direção da ACJI; um Coordenador de Cópias e Assistente de Direção; um Coordenador de Convidados; um Coordenador de Imprensa e Promoção; um Coordenador do Prémio do Público; um Coordenador do Queer Market; um Coordenador de Voluntários; e um Designer Gráfico. Anualmente, são igualmente definidos Tradutores; Voluntários (selecionados por entrevista); Estagiários (por proposta direta dos mesmos e/ou por protocolo da ACJI com instituições); um Editor Audiovisual; um ou mais Fotógrafos Oficiais; um ou mais Motoristas. Anualmente, poderão ser criados novos cargos, para fazer face a necessidades específicas. Salvo dentro da Direção, pode haver acumulação de funções.

1.17. É função do Diretor Artístico a coordenação e decisão final sobre a programação de cinema do QL e do QP e de eventos culturais complementares, nas datas do QL e do QP ou outras; a coordenação e decisão final sobre a imagem do QL e do QP e dos conteúdos dos seus materiais gráficos e audiovisuais; a coordenação e decisão final sobre os convidados oficiais e membros do júri do QL e do QP. É competência do Diretor Artístico a escolha da equipa do QL e do QP e a supervisão geral da produção e operações, bem como das relações institucionais, definidas em 1.18., podendo delegar as competências nestas áreas para o Diretor. Qualquer decisão de estabelecimento ou quebra de apoio/protocolo dos Festivais com outra instituição/empresa, implica o aval do seu Diretor Artístico.

1.18. É função do Diretor, a produção geral dos Festivais e eventos complementares e paralelos, dentro e fora das datas dos eventos; garantir o envio de candidaturas a apoios institucionais e seguimento formal dos mesmos; angariação de fundos; estabelecimento de parcerias institucionais e privadas; operações técnicas e logísticas no escritório e em Salas de Cinema e outros locais de intervenção dos Festivais; e coordenação da equipa durante os eventos.

1.19. É função do Assistente de Direção dar seguimento às funções delegadas a si pela Direção dos Festivais.

1.20. A orçamentação dos eventos, e os pagamentos à equipa e fornecedores é da responsabilidade da Direção da ACJI, coordenadas nos Festivais pelo seu Diretor Artístico e pelo Tesoureiro da ACJI.

Artigo Segundo | Seleção de Filmes

2.1. O QL e o QP programam ficções, documentários, filmes experimentais e animações, sejam eles longas ou curtas-metragens. Os formatos de exibição aceites são: 35mm, DCP ou ficheiro digital de alta resolução. Na eventualidade de um filme selecionado estar apenas disponível num outro formato que não estes, o QL e o QP procurarão negociar a melhor solução possível com o detentor dos direitos do filme em questão, visando a sua exibição. Sempre que o QL e o QP tenham que proceder à transferência do filme para um formato compatível, arcando com os custos da mesma, os Festivais passarão a ser os detentores legais dessa nova cópia, não obstante os direitos de representação legal, distribuição e exibição do filme permanecerem com o detentor dos direitos.

2.2. O QL e o QP consideram uma curta-metragem um filme com duração igual ou inferior a 44 minutos e uma longa-metragem um filme com duração igual ou superior a 45 minutos. Não obstante, os Programadores dos Festivais são livres de desconsiderar esta regra sempre que, pela análise da narrativa em questão, decidirem de outro modo.

2.3. Sempre que um filme selecionado for falado numa língua que não o inglês, a cópia de exibição deve estar legendada em inglês.

2.4. A execução, ou não, de legendagem eletrónica em português de toda a programação do QL e do QP está dependente do orçamento anual para a mesma.

2.5. O QL e o QP selecionam filmes por convite direto ao detentor dos direitos de exibição dos mesmos. A sua exibição é alvo de negociação em termos de aluguer e disponibilidade de cópia para o período de realização dos Festivais. O valor máximo de aluguer pago pelo QL e pelo QP é de 500,00€ (quinhentos Euros). É política do QL e do QP negociar o mais baixo valor possível de aluguer. Excecionalmente, o referido valor limite pode ser excedido sempre que um patrocinador, público ou privado, se responsabilizar pelo seu pagamento, total ou parcial, ou no caso dos Programadores dos Festivais entenderem como de enorme relevância a programação desse filme.

2.6. A importação e exportação das cópias de exibição de filmes selecionados por convite direto do QL e do QP são pagas na sua totalidade pelos Festivais, a não ser que a cópia se encontre em trânsito entre Festivais, caso em que o QL e o QP assumem apenas a despesa da importação ou da exportação da cópia, mas nunca de ambas.

2.7. Nenhum filme sofrerá qualquer corte ou alteração de que natureza for na sua exibição pública, respeitando-se a sua integralidade. Cada filme é exibido nas melhores condições técnicas disponíveis.

Artigo Terceiro | Submissão de Filmes

3.1. O QL e o QP abrem anualmente concurso a Submissão de Filmes para as suas programações através do site oficial dos Festivais. A Submissão é feita automaticamente para ambos os Festivais.

3.2. Os participantes devem preencher uma Ficha de Submissão online para cada filme enviado a concurso, enviando posteriormente o link para visionamento online, um ficheiro para descarregar ou um DVD de visionamento, por correio.

3.3. Filmes enviados após a data limite estipulada anualmente para a Submissão de Filmes (data de carimbo dos correios ou de carta de porte da transportadora), podem não ser aceites para os concursos desse ano. Por requisição ao Diretor Artístico do Festival, excecionalmente, um filme pode ser aceite após este prazo.

3.4. O QL e o QP aceitam cópias de visionamento em formato DVD (qualquer zona), sendo aceite, igualmente, o visionamento em circuito privado de Internet ou envio de ficheiro para descarregar. Independentemente da sua seleção, ou não, para a programação do QL ou do QP, as cópias físicas de visionamento não serão devolvidas, passando a integrar o arquivo dos Festivais.

3.5. A decisão dos Programadores dos Festivais sobre a seleção, ou não, de cada filme, é notificada por e-mail até ao prazo estipulado anualmente pelos Festivais para tal.

3.6. O QL e o QP reservam-se o direito de não oferecer qualquer tipo de explicação acerca do critério usado para a não inclusão na programação dos Festivais de um filme enviado por submissão.

3.7. O QL e o QP não pagam aluguer de cópias de exibição de filmes selecionados por submissão.

3.8. O QL e o QP reservam-se o direito de exibir publicamente até duas vezes qualquer filme selecionado por submissão.

3.9. São fatores de desqualificação de um filme para seleção a sua distribuição comercial, exibição televisiva ou lançamento em DVD ou VOD, em território nacional, bem como a sua disponibilização integral e legal na Internet.

3.10. No caso de ser selecionado, o detentor dos direitos do filme responsabiliza-se a que a cópia de exibição esteja disponível para os Festivais.

3.11. A cópia de exibição deve ser enviada aos Festivais pelo seu detentor dos direitos, a seu cargo, até 10 dias antes do primeiro dia do QL ou até 10 dias antes do primeiro dia do QP. Os Festivais ficam responsáveis pelo transporte e custos da sua devolução.

3.12. Caso a cópia de exibição esteja em trânsito entre Festivais, o QL e o QP apenas se responsabilizam pelo transporte e custos da sua importação ou da sua exportação, mas nunca de ambas.

3.13. Os Festivais reservam-se o direito ao uso de imagens fotográficas e de até 90’’ (noventa segundos) de sequências do filme selecionado, para efeitos promocionais.

Artigo Quarto | Competição

4.1. O QL e o QP têm secções competitivas e não competitivas.

4.2. O QL tem cinco secções competitivas: Melhor Longa-Metragem, Melhor Documentário, Melhor Curta-Metragem, Melhor Filme de Escola “In My Shorts” e Melhor Filme Queer Art.

4.3. A Competição do QL para Melhor Longa-Metragem galardoa o Melhor Filme de Ficção em formato de longa-metragem, o Melhor Ator e a Melhor Atriz. Esta secção integra um mínimo de oito filmes.

4.4. A Competição do QL para Melhor Documentário galardoa o Melhor Documentário em formato de longa-metragem. Esta secção integra um mínimo de oito filmes.

4.5. A Competição do QL para a Melhor Curta-Metragem galardoa o Melhor Filme de ficção, documentário, experimental ou animação em formato de curta-metragem. Esta secção integra um mínimo de 18 filmes.

4.6. A Competição do QL para o Melhor Filme de Escola “In My Shorts” galardoa a Melhor Curta-Metragem realizada no âmbito curricular de uma Escola de Cinema Europeia. Esta secção integra um mínimo de 10 filmes.

4.7. A Competição Queer Art do QL galardoa a Melhor Longa-Metragem. Esta Secção integra um mínimo de oito filmes.

4.8. O QP tem duas secções competitivas: Melhor Filme e Melhor Filme de Escola “In My Shorts”.

4.9. A Competição do QP para o Melhor Filme inclui ficções e documentários, e galardoa o Melhor Filme. Esta secção integra um mínimo de oito filmes.

4.10. A Competição do QP para o Melhor Filme de Escola “In My Shorts” galardoa a Melhor Curta-Metragem realizada no contexto curricular de Escolas de Cinema e Audiovisual portuguesas. Esta secção integra um mínimo de cinco filmes.

4.11. São elegíveis para as diferentes categorias das competições todas as Longas-Metragens, Documentários e Curtas-Metragens selecionados, desde que: a) sejam de temática queer; b) tenham sido produzidos no ano anterior ou no ano de realização dos Festivais, ou inéditos na Europa até ao ano anterior ao da realização dos Festivais; e c) não tenham sido distribuídos comercialmente em Portugal antes da realização dos Festivais.

4.12. Os Programadores do QL e do QP selecionam os filmes para as Competições. Esta seleção é da exclusiva responsabilidade dos Programadores dos Festivais, que se reservam o direito de não oferecer qualquer tipo de explicação acerca do critério usado para a mesma.

4.13. Os vencedores das Competições são anunciados publicamente nas Cerimónias de Encerramento dos Festivais.

4.14. O valor pecuniário dos prémios do QL é determinado anualmente e está dependente do apoio de patrocinadores públicos ou privados. No entanto, o QL estabelece e garante um mínimo de 1.000,00€ (mil Euros) para a Melhor Longa-Metragem; de 1.000,00€ (mil Euros) para o Melhor Documentário; de 500,00€ (quinhentos Euros) para a Melhor Curta-Metragem; de 1.000,00€ (mil Euros) para o Queer Art. O prémio para Melhor Filme de Escola “In My Shorts” do QL é um prémio em forma de bens e serviços, a determinar anualmente, no valor mínimo de 400,00€ (quatrocentos euros). Os prémios de Melhor Ator e Melhor Atriz da Competição de Longas-Metragens são prémios especiais de menção, não monetários.

4.15. O valor pecuniário dos prémios do QP é determinado anualmente e está dependente do apoio de patrocinadores públicos ou privados. No entanto, o QP estabelece e garante um mínimo de 1.000,00€ (mil Euros) para o Melhor Filme. O prémio para Melhor Filme de Escola “In My Shorts” do QP é um prémio em forma de bens e serviços, a determinar anualmente, no valor mínimo de 400,00€ (quatrocentos euros).

4.16. Os prémios em dinheiro, ou em forma de bens ou serviços, revertem para o realizador do filme. Caso o filme premiado seja assinado por mais do que um realizador, o valor pecuniário é dividido em partes iguais pelos vários realizadores. O valor em dinheiro é pago por transferência bancária, contra apresentação de fatura.

4.17. Os prémios em forma de aquisição dos direitos de exibição em território nacional, seja por um canal televisivo, distribuidor em sala, ou distribuidor de VOD são negociados e pagos ao distribuidor detentor dos direitos de venda do filme. Estes contratos são da responsabilidade exclusiva da entidade adquirente. A posterior divisão do valor do prémio com o produtor e / ou realizador é da exclusiva responsabilidade do distribuidor detentor dos direitos de venda do filme.

4.18. Na eventualidade de ter sido pago um aluguer pela exibição do filme premiado (em qualquer categoria), o valor do aluguer será descontado ao valor do prémio, caso tal tenha sido anteriormente acordado entre os Festivais e o detentor dos direitos do filme, no caso dos prémios em dinheiro, tal como expressos em 4.16.

Artigo Quinto | Júri

5.1. O Júri Internacional do QL é composto por 15 reconhecidos programadores e diretores de Festivais de Cinema Internacionais, realizadores, atores e/ou outros profissionais do Cinema ou de outras áreas culturais, bem como por estudantes de Cinema.

5.2. Três jurados são responsáveis pela escolha da Melhor Longa-Metragem, do Melhor Ator e da Melhor Atriz do QL.

5.3. Três jurados são responsáveis pela escolha do Melhor Documentário do QL.

5.4. Três jurados são responsáveis pela escolha da Melhor Curta-Metragem do QL.

5.5. Três jurados são responsáveis pela escolha do Melhor Filme de Escola “In My Shorts” do QL.

5.6. Três jurados são responsáveis pela escolha do Melhor Filme Queer Art do QL.

5.7. O Júri Internacional do QP é composto por três reconhecidos programadores e diretores de Festivais de Cinema Internacionais, realizadores, atores e/ou outros profissionais do Cinema ou de outras áreas culturais, bem como por estudantes de Cinema. 

5.8. Três jurados são responsáveis pela escolha da Melhor Longa-Metragem de Ficção ou Documental do QP e pela escolha do Melhor Filme da Secção "In My Shorts" do QP. 

5.9. Se, por motivos alheios aos Festivais, um membro do júri não puder atender aos eventos, não ocorrerá qualquer substituição do mesmo, a não ser que essa ausência ponha de alguma forma em causa a atribuição de prémios, caso em que será nomeado um novo jurado.

Artigo Sexto | Competição Filmes de Escola “In my Shorts”

6.1. São aceites filmes em formato de curta-metragem, de temática queer, nos géneros de ficção, documentário, experimental ou animação, que tenham sido produzidos no ano anterior ou no ano de realização dos Festivais, e que tenham sido realizados no âmbito curricular de uma Escola de Cinema Europeia (para o QL), e no âmbito curricular de Escolas de Cinema e Audiovisual Portuguesas (para o QP).

6.2. A competição do QL é organizada num máximo de três programas de curtas, que na sua globalidade devem ter um mínimo de 10 filmes.

6.3. A competição do QP é organizada num máximo de dois programas de curtas, que na sua globalidade devem ter um mínimo de cinco filmes.

6.4. As Secções “In My Shorts” do QL e do QP, englobam programas formativos de workshops e masterclasses abertos​ a todos os participantes e público em geral, assim como atividades de networking.

6.5. Os realizadores dos filmes selecionados são convidados a estarem presentes nos Festivais para apresentação dos seus filmes e presença nos workshops formativos oferecidos especificamente para estes programas. O convite por parte dos Festivais está dependente do orçamento anual para cada edição.

6.6. Uma Escola de Cinema por Festival, caso tenha três ou mais filmes que se englobem nos parâmetros pretendidos para esta Competição, poderá ser candidata a parceira da Secção no QL ou no QP. O convite para Escola de Cinema Parceira é feito pela organização dos Festivais.

6.7. A Escola de Cinema Parceira responsabiliza-se por fazer uma pré-seleção dos filmes a concurso, sujeitos à apreciação final da equipa de programadores do QL e do QP, bem como a fazer as diligências necessárias às despesas de deslocação dos seus alunos a participarem nos Festivais.

6.8. Ser Escola de Cinema Parceira traduz-se num destaque feito à Escola a nível promocional no QL ou no QP e à oferta de formação complementar aos alunos selecionados. A Escola poderá participar, igualmente, ao nível das atividades formativas a oferecer a todos os alunos.

6.9. O prémio a atribuir ao Melhor Filme de Escola no QL é um prémio internacional, não havendo uma diferenciação entre os filmes de escolas nacionais e internacionais.

6.10. Os prémios para estas competições são prémios não-monetários, sob a forma de bens e/ou serviços, tal como expresso em 4.14 e 4.15.

6.11. As Competições de Filmes de Escola “In My Shorts” do QL e do QP poderão não se celebrar caso os programadores considerem que não foram recebidas as submissões suficientes para garantir o mínimo necessário de filmes com qualidade.

Artigo Sétimo | Prémio do Público

7.1. É atribuído um Prémio do Público de Melhor Filme para as secções de Melhor Longa-Metragem do QL, Melhor Documentário do QL, Melhor Curta-Metragem do QL e Melhor Filme do QP, para os quais cada espectador recebe um Boletim de Voto no início das sessões, onde poderá votar em cada filme de 1 a 10 pontos, no QL, e de 1 a 5 pontos, no QP.

7.2. Cada Boletim de Voto poderá compilar várias sessões, podendo uma sessão compilar vários filmes, nomeadamente no caso dos programas de curtas-metragens, sendo que os Boletins são recolhidos e selados após cada sessão, não sendo possível acumular votação de diferentes sessões no mesmo Boletim.

7.3. Um membro da equipa dos Festivais é anualmente nomeado responsável por este Prémio e pela contagem dos votos.

7.4. A validação de um Boletim de Voto é feita individualmente por filme, a não ser que nesse mesmo Boletim de Voto seja detetado um óbvio desrespeito pelas regras do Prémio do Público, caso em que todos os votos do Boletim não serão considerados válidos.

7.5. O membro da equipa responsável por estes Prémios deve notificar um dos membros da Direção do Festival em caso de dúvida ou registo dúbio no Boletim de Voto. É responsabilidade do membro da Direção do Festival a decisão final sobre a validação, ou não, de um Boletim de Voto. Os Boletins de Voto anulados serão destruídos.

7.6. Os Boletins de Voto válidos permanecerão no arquivo dos Festivais pelo período de um ano.

7.7. É requerido um mínimo de trinta votos válidos para que um filme seja elegível para o Prémio do Público do QL e um mínimo de vinte votos válidos para que um filme seja elegível para o Prémio do Público do QP.

7.8. Os Prémios do Público são prémios de menção, não-monetários.

Artigo Oitavo | Acreditações

8.1. Profissionais do Cinema e da Televisão (Indústria), dos Media (Press) e Patrocinadores Oficiais podem requisitar uma Acreditação ao QL e ao QP de forma a participarem nos Festivais.

8.2. A Acreditação dá livre acesso a todas as sessões de cinema do QL ou do QP, à exceção das sessões de abertura e encerramento (e eventuais sessões especiais) mediante levantamento de ingresso na bilheteira, no máximo de um ingresso por sessão e sujeito à disponibilidade de lugares. Apenas podem ser levantados ingressos para sessões do próprio dia ou dia seguinte.

8.3. Portadores de uma Acreditação de Imprensa têm prioridade na marcação de entrevistas com os convidados oficiais.

8.4. A Acreditação para o QL ou para o QP pode ser requisitada anualmente a partir do dia 1 de julho e o pedido da mesma deverá ser feito mediante preenchimento de formulário online através do site oficial dos Festivais.

8.5. A Acreditação para o QL ou para o QP pode apenas ser aprovada e emitida pelos Festivais.

8.6. A Acreditação para o QL ou para o QP é pessoal e intransmissível.

8.7. Para emissão da Acreditação é requerido o nome, fotografia e designação da empresa/instituição a que pertence o requerente.

8.8. No decorrer dos Festivais, é reservado o direito à organização (dos Festivais e dos Cinemas) de pedido de identificação complementar ao portador da Acreditação, bem como de cancelar a mesma caso seja detetada alguma irregularidade.

8.9. As acreditações não são enviadas por correio ou de alguma outra forma entregues antes do início do QL ou do QP, devendo ser levantadas nos Cinemas a partir do primeiro dia dos Festivais.

8.10. A Direção do QL e do QP reserva-se o direito de, anualmente, estipular um limite de emissão global de acreditações e/ou um limite de emissão de acreditações por entidade requerente.

Artigo Nono | Seguros

9.1. Todas as cópias de exibição estão abrangidas por seguro durante a sua permanência no Cinema, apenas durante o mês de setembro para o QL e durante o mês de outubro para o QP. Sob nenhuma circunstância podem os Festivais responsabilizar-se pelo seu extravio ou dano durante o transporte de importação e/ou exportação.

9.2. Toda a equipa e voluntários dos Festivais estão abrangidos por seguro de acidente de trabalho durante o seu período de permanência nos Cinemas onde se celebram os eventos.

Artigo Décimo | Aceitação dos Termos

10.1. A participação no QL e no QP implica a aceitação do Regulamento dos Festivais, tal como de alguma outra decisão tomada pela Direção da Associação Cultural Janela Indiscreta e/ou da Direção dos Festivais, e comunicada aos seus participantes.



O presente Regulamento do Festival foi aprovado em Reunião de Direção da Associação Cultural Janela Indiscreta a 9 de Novembro de 2017.